Tarcísio e Flávio Bolsonaro unem forças em agenda conjunta na Agrishow
Tarcísio e Flávio juntos na Agrishow em pré-campanha

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizaram nesta segunda-feira, 27, a primeira agenda conjunta desde que confirmaram suas candidaturas para as eleições deste ano. O encontro ocorreu na abertura da Agrishow, maior feira do agronegócio do Brasil, em Ribeirão Preto, interior paulista.

Elogios mútuos marcam o evento

Durante a manhã, Flávio Bolsonaro foi recebido com entusiasmo pelo público presente. Em seu discurso, ele destacou a lealdade e a capacidade de Tarcísio de Freitas, afirmando que o governador tem plenas condições de se tornar presidente do Brasil no futuro. “Eu não teria alguém melhor para caminhar ao lado aqui em São Paulo do que o Tarcísio, uma pessoa que tem plena capacidade de ser presidente deste Brasil e, se Deus quiser, ainda será um dia, porque o Brasil merece uma pessoa como você comandando este país”, declarou o senador.

Flávio também enfatizou a raridade da lealdade política de Tarcísio. “Uma pessoa que sempre foi leal ao presidente da República, ao Brasil, ao estado de São Paulo e leal na política. É um quadro cada vez mais raro na política”, completou.

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Em resposta, Tarcísio exaltou Flávio como o legítimo sucessor de Jair Bolsonaro. “Estar hoje com você é uma forma de homenagear o seu pai, de manter aquele legado vivo. Tenho certeza de que você vai honrar muito o legado do seu pai. Você está indo no caminho certo”, disse o governador.

Flávio é chamado de ‘próximo presidente’

Na parte da tarde, durante um evento do governo estadual na Agrishow, Tarcísio se referiu a Flávio Bolsonaro como “próximo presidente da República”. “Queria me dirigir aqui ao senador Flávio Bolsonaro, nosso pré-candidato à Presidência da República, nosso próximo presidente da República”, afirmou o governador.

Quarteto dos sonhos do PL

Flávio também estendeu seus elogios aos aliados presentes, incluindo os postulantes ao Senado por São Paulo: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ele afirmou que o trio, junto com Tarcísio, ainda fará muito pelo estado. “Quero saudar todas as autoridades aqui na figura de três pessoas que ainda vão fazer muito pelo estado de São Paulo, que são meus amigos Derrite, André do Prado e o nosso governador Tarcísio de Freitas”, disse Flávio, que também posou para fotos com os aliados.

Questionado sobre a definição do candidato do PL ao Senado, Flávio elogiou André do Prado, mas destacou que a decisão final caberá ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), considerado “dono da vaga”, e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Críticas ao governo Lula

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro fez críticas contundentes à gestão do presidente Lula em relação ao agronegócio. Ele afirmou que o setor é tratado como “lixo” pelo atual governo e que Lula não dá atenção ao endividamento dos produtores rurais. “Vocês aqui alimentam mais de um bilhão de pessoas no mundo. O agro está no coração, na pele da nossa família. E que infelizmente é tratado como lixo pelo atual governo. O agro não pode ser tratado como vilão”, declarou.

O senador também acusou Lula de perseguir adversários políticos e de não resolver os problemas reais da população. “Ele não entende que [o agro] é um setor altamente endividado. Produtores que sofreram com seca, com enchente. Não têm capacidade de se endividar mais, precisam de fluxo de caixa. É um governo que só se preocupa em colocar narrativas e não resolve a vida de ninguém, como fez o presidente Bolsonaro”, disse.

Elogios à nomeação de Geraldo Melo Filho

Flávio também elogiou a nomeação de Geraldo Melo Filho como secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, que comandou o Incra no governo Bolsonaro. “Fico muito feliz de o Tarcísio ter colocado o Geraldo. O presidente que fez a maior reforma agrária da história do Brasil foi o Bolsonaro. Mais de 420 mil títulos de propriedade urbana e rural foram concedidos. Isso é valorizar o MST. Se a luta deles é por reforma agrária, por que então no governo Bolsonaro praticamente não promoveram invasões? Porque receberam títulos de propriedade”, afirmou o senador.

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