PL defende Paulo Guedes como 'âncora econômica' para campanha de Flávio Bolsonaro
PL quer Paulo Guedes como âncora econômica para Flávio Bolsonaro

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, tem mantido diálogos com interlocutores nos quais expressa sua intenção de abordar o senador Flávio Bolsonaro assim que ele retornar de uma viagem internacional. O objetivo central é defender a inclusão do economista Paulo Guedes em um papel estratégico na campanha, reminiscente da função que ele desempenhou em 2018, quando Jair Bolsonaro era candidato à Presidência da República.

Estratégia política e econômica

Dentro do PL, a avaliação predominante é que uma "âncora econômica" com reconhecida credibilidade seria fundamental para auxiliar Flávio Bolsonaro a se consolidar nacionalmente, especialmente perante o mercado financeiro e o setor produtivo. A referência ao "Posto Ipiranga" remete ao período eleitoral de 2018, no qual Jair Bolsonaro recorria frequentemente a Paulo Guedes para responder questões complexas sobre temas econômicos, criando uma imagem de solidez e confiança.

Perfil diferenciado e equipe atual

Segundo dirigentes do partido, Flávio Bolsonaro apresenta um perfil distinto do de seu pai, demonstrando um interesse mais acentuado por assuntos fiscais e acompanhando de perto debates sobre responsabilidade orçamentária. Apesar disso, a equipe que atualmente assessora o senador já conta com economistas alinhados ao bolsonarismo, incluindo Gustavo Montezano, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia.

Esses profissionais têm participado ativamente das discussões com Flávio Bolsonaro, contribuindo para a formulação de discursos econômicos e estratégias de campanha. No entanto, lideranças do PL acreditam que a presença de um nome já testado e aprovado eleitoralmente, como Paulo Guedes, agregaria maior robustez e credibilidade ao programa econômico proposto.

Outras considerações e desafios

Outro nome que tem sido considerado ideal por setores do partido é o do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que atualmente atua no mercado financeiro. Contudo, aliados reconhecem que seria um desafio significativo convencê-lo a abandonar o setor privado neste momento, dada sua trajetória e compromissos profissionais.

Para Valdemar Costa Neto, ninguém possui credenciais mais sólidas do que Paulo Guedes, que já foi testado em cenários eleitorais e mantém uma interlocução consolidada com o mercado. O dirigente tem reiterado que Guedes seria a escolha mais adequada para reassumir o papel que exerceu com sucesso em 2018, fortalecendo a imagem econômica da campanha de Flávio Bolsonaro.

Essa movimentação política reflete a busca do PL por estratégias que possam ampliar a base de apoio e a confiança dos eleitores e investidores, em um contexto onde a economia se torna um tema central nas discussões eleitorais. A expectativa é que, após o retorno de Flávio Bolsonaro, as conversas avancem e definam os rumos da campanha em termos de proposta econômica.