Marina Silva defende fim da escala 6×1 em ato do Dia do Trabalhador
A ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado, Marina Silva (Rede), defendeu nesta sexta-feira, 1º de maio, a extinção da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A declaração ocorreu durante um ato de esquerda na Praça Roosevelt, em São Paulo, em homenagem ao Dia do Trabalhador. O projeto que altera as regras trabalhistas é uma das prioridades do governo Lula para o ano.
“O fim da escala 6×1 é bom para quem trabalha e para quem emprega”, afirmou Marina em discurso no trio elétrico. Segundo a deputada federal e pré-candidata ao Senado em 2026, um único dia de folga na semana “não é descanso” e é especialmente desgastante para as mulheres, que “chegam para trabalhar na segunda-feira mais cansadas do que saíram na sexta-feira”.
A concentração na Praça Roosevelt, na região central da capital paulista, começou por volta das 9h. Além de Marina Silva, discursaram a ex-ministra dos Povos Indígenas Sônia Guajajara (PSOL) e lideranças sindicais e estudantis. Marina Silva é pré-candidata ao Senado por São Paulo na chapa do ex-ministro Fernando Haddad, que será candidato ao governo. A ex-ministra deve formar dupla na corrida ao Congresso com a ex-colega de Esplanada Simone Tebet (PSB). O ex-governador e também ex-ministro Márcio França (PSB) também reivindica uma vaga na chapa.
‘Uma vergonha’, diz Marina sobre derrubada de vetos ao PL da Dosimetria
Ainda no discurso, Marina Silva afirmou que a derrubada dos vetos presidenciais ao PL da Dosimetria pelo Congresso, na quinta-feira, representa “uma vergonha daqueles que atacaram nossa democracia e ferem nossa soberania”. “É um discurso hipócrita de que aquele coitado não sabia o que estava fazendo”, disse a ex-ministra, sem citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro — principal beneficiado pela redução de pena por tentativa de golpe de Estado. “Eles [parlamentares] se escondem atrás da multidão e do anonimato”, acrescentou a deputada.



