Lula e Trump conversam por telefone antes de encontro nos EUA
Lula e Trump conversam antes de encontro nos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na última sexta-feira (1º), uma ligação telefônica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa, que durou aproximadamente 40 minutos, foi confirmada por fontes do governo brasileiro. Durante o telefonema, Lula manifestou disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar um encontro presencial com o líder norte-americano. Trump, por sua vez, afirmou que sua equipe cuidaria dos detalhes para viabilizar a reunião, e o aval à data chegou já no dia seguinte, segundo interlocutores. O encontro entre os dois presidentes está marcado para a próxima quinta-feira (7).

Tom amistoso e declarações informais

De acordo com relatos, Trump adotou um tom amistoso ao longo da conversa. Ele teria dito que admira a trajetória política de Lula e comentou que pesquisou sobre a vida do presidente brasileiro. Lula, por sua vez, afirmou que queria tratar dos interesses do Brasil e dos Estados Unidos, incluindo temas relacionados a conflitos internacionais e ao papel da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump respondeu dizendo que tem interesse em ouvir as opiniões de Lula sobre esses assuntos. Ao se despedir, ainda segundo fontes que acompanharam o relato da conversa, Trump encerrou o telefonema de forma informal, mandando um “I love you”, que significa "eu te amo" em inglês, ao presidente brasileiro.

Encontro de Lula e Trump

A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação. Além da economia, devem compor a mesa de discussões temas como: ataque ao PIX, cooperação contra crime organizado e narcotráfico, parcerias em minerais críticos e terras raras, geopolítica na América Latina, Oriente Médio e ONU, e eleições no Brasil.

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Antecedentes da aproximação

A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de 50 minutos. Após o telefonema, Lula disse que queria ir a Washington em março para ter um encontro "olho no olho" com Trump, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.

Tensões e desafios

De janeiro para cá, a relação já marcada por divergências entre Lula e Trump ganhou novos elementos de tensão no cenário internacional. A guerra no Oriente Médio, episódios diplomáticos como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e ruídos envolvendo a prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem contribuíram para tornar o ambiente mais complexo, adicionando desafios à interlocução entre os dois governos. Enquanto a reunião era negociada nos últimos meses, um auxiliar do presidente Lula explicava que a reunião entre Lula e Trump poderia ser "mais um ponto de partida do que um ponto de chegada" em termos de acordos.

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