
Parece que o debate sobre quem deve — ou não — pagar a conta dos impostos no Brasil ganhou um novo e poderoso capítulo. E dessa vez, vem com números na mão. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, soltou uma bomba nesta terça-feira (27) que promete esquentar ainda mais o clima em Brasília.
Num daqueles eventos que misturam política pura e economia dura, Haddad simplesmente revelou que o apoio popular à taxação das grandes fortunas não é só real — é, na verdade, maior do que o suporte à famosa isenção para quem recebe até dois salários mínimos. Sim, você leu certo. A galera parece mais a fim de ver os bilionários pagando a conta do que de garantir seu desconto no IR. Quem diria, hein?
Os Números que Mudam o Jogo
O pulo do gato está nos dados de uma pesquisa encomendada pela própria pasta. Segundo o ministro, enquanto a proposta de desonerar a faixa de renda de até R$ 5 mil tem um apoio robusto — coisa de 70% dos entrevistados —, a ideia de criar um imposto específico para os super-ricos conseguiu um feito e tanto: ultrapassou a marca dos 80%. Uma diferença que, convenhamos, não é pouca coisa no cenário político atual.
— A surpresa foi positiva — comentou Haddad, com um tom que misturava alívio e certa dose de ‘eu avisei’. — O apoio à taxação dos super-ricos foi superior ao apoio à isenção de quem ganha até dois salários mínimos.
O Contexto que Pouca Gente Conta
Mas calma, isso não significa que o governo vai simplesmente abandonar a desoneração para a classe média baixa. Longe disso. A jogada de Haddad é mais esperta. Ele usa esses números como um trunfo para mostrar que a reforma tributária — aquela que todo mundo fala mas ninguém consegue fazer direito — pode, na verdade, ser um caminho com menos resistência popular do que se imaginava.
O que está em jogo, no fundo, é a segunda etapa da reforma, que mira justamente a renda e o patrimônio. E ter a opinião pública do seu lado nessa jornada é, bem… tudo.
O ministro não deu detalhes sangrentos da metodologia da pesquisa — quantas pessoas, margem de erro, esse tipo de coisa. Mas o recado estava dado, e alto e bom som: a sociedade parece muito mais preparada para este debate do que o Congresso Nacional. E isso, meu amigo, é um dado e tanto.
O que vocês acham? Será que o brasileiro médio realmente topa ver os mais ricos pagando mais impostos, mesmo que isso não signifique um alívio imediato no próprio bolso? A resposta, ao que parece, é um sonoro ‘sim’.