Financial Times chama filme sobre Bolsonaro de 'comédia de erros'
FT critica filme 'Dark Horse' sobre Bolsonaro

O renomado jornal britânico Financial Times publicou nesta segunda-feira, 25, uma análise contundente sobre o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a publicação, o longa-metragem se transformou em uma verdadeira 'comédia de erros' diante das controvérsias envolvendo seu financiamento.

Polêmica financeira

De acordo com a reportagem, antes mesmo do lançamento, a produção em inglês já enfrenta sérios questionamentos. O motivo são as revelações de que Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e atual candidato à Presidência, obteve milhões de dólares em patrocínio de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Vorcaro é suspeito de fraudes que teriam levado ao colapso de uma instituição financeira de 10 bilhões de dólares.

Áudio explosivo

O Financial Times destaca que um áudio divulgado pelo site The Intercept Brasil, no qual Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Vorcaro para custear a produção do filme, 'caiu como uma bomba em Brasília'. O episódio beneficiou diretamente o principal adversário do senador na disputa presidencial de outubro: Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Impacto nas pesquisas

O jornal também menciona a queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro após a divulgação do caso. Segundo pesquisa Datafolha publicada na última sexta-feira, 22, Lula lidera com 47% das intenções de voto contra 43% do candidato do PL, em um eventual segundo turno. O levantamento, realizado entre 20 e 21 de maio, captou pela primeira vez o efeito do escândalo Dark Horse na corrida eleitoral.

Na pesquisa anterior, divulgada em 16 de maio, os dois apareciam virtualmente empatados, com 45% cada. Desde então, Lula cresceu dois pontos percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro recuou na mesma proporção.

Defesa do candidato

A publicação britânica ressalta que Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que confirmará sua candidatura ao cargo máximo da República. O episódio, no entanto, continua a gerar repercussão negativa e pode influenciar o cenário eleitoral nos próximos meses.

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