Em busca de uma agenda positiva, o pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, já está em Washington para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro, ainda não confirmado oficialmente pela Casa Branca, deve ocorrer nesta terça-feira (25), segundo a equipe do senador.
Pauta do encontro
Flávio Bolsonaro pretende tratar de dois temas principais com Trump: a classificação de organizações terroristas para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV); e a garantia plena da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, bandeira comum entre os dois políticos.
A viagem foi articulada com a ala ideológica do governo Trump pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. Eduardo está nos EUA há mais de um ano, sob investigação no Brasil, atuando politicamente no exterior — especialmente com aliados de Trump — e envolvido em suspeitas de financiamento irregular e articulações internacionais contra autoridades brasileiras.
Agenda negativa
Flávio Bolsonaro vive, pela primeira vez, uma agenda negativa desde que sua candidatura foi lançada pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Revelações sobre sua proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro afetaram suas intenções de voto, segundo a última pesquisa Datafolha.
Nas simulações de primeiro turno, o senador recuou de 35% para 31%, uma queda de quatro pontos percentuais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou de 38% para 40%. Com isso, a diferença entre eles, que era de três pontos, saltou para nove pontos percentuais.
Nas simulações de segundo turno, os dois estavam empatados em 45%. Lula foi para 47% e Flávio Bolsonaro para 43%, uma diferença de quatro pontos. A equipe do senador ficou aliviada porque a queda não foi tão intensa, mas o resultado gerou preocupação por sinalizar que, quando atacado, Flávio Bolsonaro perde intenções de voto.
A pesquisa também apontou que 36% dos eleitores ainda não tomaram conhecimento das notícias sobre a proximidade do pré-candidato do PL com o dono do Banco Master.



