O presidente do Republicanos em Minas Gerais, deputado federal Euclydes Pettersen, revelou que o senador Cleitinho (Republicanos-MG) passou a ser cogitado internamente como possível candidato à Presidência da República. A movimentação ocorre em meio ao desgaste da imagem do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), após a relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, vir a público.
Pesquisas internas apontam bom desempenho
Segundo Pettersen, o nome de Cleitinho começou a ser incluído em pesquisas internas e monitoramentos realizados por grupos ligados ao campo conservador. De acordo com o presidente estadual do partido, o senador mineiro vem apresentando o melhor desempenho entre os nomes avaliados nesse cenário.
Apesar da movimentação, o Republicanos não descarta a possibilidade de Cleitinho disputar o governo de Minas Gerais em 2026. O g1 procurou o senador, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Composição com PL em Minas Gerais
Pettersen afirmou que, caso o senador concorra ao Palácio Tiradentes, a intenção do partido é buscar uma composição com o PL no estado. Não existe ainda uma definição da legenda da família Bolsonaro sobre o cenário eleitoral mineiro. “Nosso intuito é unir a direita”, declarou o presidente estadual do Republicanos em Minas.
O período oficial das convenções partidárias, quando os partidos definem seus candidatos, ocorrerá entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. Os pedidos de registro de candidatura deverão ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Situação de Cleitinho ainda é indefinida
Cleitinho lidera atualmente as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas. Em levantamento divulgado pela Quaest, o senador aparece na frente em todos os cenários testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Nos cenários de primeiro turno, ele registra entre 30% e 37% das intenções de voto.
Em entrevista ao g1 após a divulgação da pesquisa, Cleitinho afirmou que ainda não definiu se será candidato ao governo estadual. Segundo ele, a decisão deve ser tomada até junho e depende de questões pessoais e familiares. “Ainda não está definido. Eu tenho umas questões particulares para resolver, questões de saúde para olhar na minha família. Vou definir isso mais para junho, quando estiver mais perto das convenções”, declarou.
Mesmo sem confirmação oficial, o senador reconheceu que tem interesse em disputar o comando do estado. “Qualquer pessoa que está na política tem esse desejo. Tenho esse desejo, sim”, disse.



