China repudia acusações dos EUA contra Raúl Castro
A China manifestou-se firmemente contra o indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro pelos Estados Unidos, ocorrido na quarta-feira (20). O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, declarou nesta quinta-feira (21) que o país se opõe ao que chamou de "abuso dos meios judiciais" por parte de Washington.
As acusações, que envolvem a derrubada de dois aviões em 1996, resultaram em um indiciamento formal contra Raúl Castro, de 94 anos, por assassinato de quatro pessoas, conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves. Na época, Castro era ministro da Defesa de Cuba.
Posição da China sobre sanções unilaterais
Guo Jiakun enfatizou que a China sempre se opõe a sanções unilaterais ilegais, que não têm fundamento no direito internacional. "Os Estados Unidos deveriam parar de brandir o bastão das sanções e o bastão judicial contra Cuba e parar de ameaçar com o uso da força a cada passo", afirmou o porta-voz.
Ele acrescentou que a China apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania e dignidade nacionais e se opõe à interferência externa, independentemente do pretexto utilizado.
Pressão dos EUA sobre Cuba
O indiciamento de Raúl Castro representa um aumento na pressão que Washington exerce sobre a ilha comunista. O ex-presidente Donald Trump, que qualificou a acusação como um "momento muito importante", minimizou a possibilidade de novas medidas contra Cuba, cuja economia enfrenta uma crise profunda agravada pelo bloqueio de petróleo dos Estados Unidos.
A China, por sua vez, reafirmou seu apoio a Cuba e pediu o fim das hostilidades por parte dos EUA.



