O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (União Brasil), confirmou nesta terça-feira (5), por meio de nota oficial, que desistiu de disputar uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. A informação foi divulgada inicialmente pelo g1 RN.
Motivação da desistência
Carlos Eduardo, que foi prefeito da capital potiguar por quatro mandatos e também exerceu o cargo de deputado estadual, havia se filiado ao União Brasil neste ano com o objetivo de viabilizar sua candidatura ao Senado na chapa do pré-candidato ao governo Allyson Bezerra, também do União Brasil. No entanto, segundo o ex-prefeito, a direção nacional do partido comunicou a Allyson Bezerra que, nesta eleição, a prioridade é a eleição de deputados federais e do governador, não havendo disponibilidade do fundo eleitoral partidário para a candidatura ao Senado no estado.
"Alysson Bezerra me comunicou que a direção nacional do partido União Brasil informou que nessa eleição a prioridade é a eleição de deputados federais e governador e que não haverá disponibilidade do fundo eleitoral partidário para candidatura ao Senado no Rio Grande do Norte", afirmou Carlos Eduardo em nota.
Agradecimentos e futuro político
Na nota, o ex-prefeito agradeceu o empenho dos dirigentes do União Brasil no estado em buscar viabilizar sua candidatura e disse que segue à disposição. "Como fiz ao longo de toda a minha vida pública, com ou sem mandato, seguirei sempre à disposição de Natal e do Rio Grande do Norte, disposto a contribuir para o debate qualificado e para o avanço do nosso estado", declarou.
O g1 questionou a assessoria de Carlos Eduardo sobre a possibilidade de ele se candidatar a outro cargo, como deputado estadual ou federal. A assessoria informou que não há definição sobre os próximos passos, embora ele continue filiado ao partido.
Repercussão
A decisão de Carlos Eduardo Alves de retirar sua pré-candidatura ao Senado ocorre em um momento de definições eleitorais no Rio Grande do Norte. O União Brasil, que tem Allyson Bezerra como pré-candidato ao governo, agora concentra esforços nas candidaturas proporcionais. A saída de Carlos Eduardo da disputa ao Senado abre espaço para outros nomes no partido ou em coligações.



