STF e CNJ repudiam ataques racistas contra conselheiro e juíza durante evento virtual
STF e CNJ repudiam ataques racistas em evento virtual

STF e CNJ condenam ataques racistas contra membros do Judiciário em evento virtual

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manifestaram, neste sábado (21), repúdio formal a ataques racistas direcionados ao conselheiro do CNJ Fábio Francisco Esteves e à juíza auxiliar da presidência do STF Franciele Pereira do Nascimento.

Evento virtual foi palco dos ataques

Os comentários ofensivos ocorreram durante a transmissão virtual dos eventos "Programa Paraná Lilás" e "Apresentação do Programa Brasil Lilás", promovidos pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). A nota conjunta das instituições destacou que os ataques foram registrados em um espaço dedicado ao debate de políticas públicas e direitos fundamentais.

"É absolutamente intolerável que, no exercício de suas funções institucionais, sejam realizadas ofensas criminosas que tentam ferir a dignidade e a própria autoridade da Justiça brasileira", afirmaram o STF e o CNJ no documento oficial.

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Medidas imediatas foram tomadas

De acordo com a nota divulgada, as seguintes providências já foram implementadas:

  • Os comentários ofensivos foram imediatamente bloqueados durante a transmissão.
  • Todos os registros dos ataques foram preservados digitalmente para futura apuração criminal.
  • Foi solicitada a quebra de sigilo de dados junto aos provedores de internet para identificar os autores das ofensas.
  • As instituições confirmaram que providências legais e administrativas estão em curso para responsabilizar os envolvidos.

O STF e o CNJ enfatizaram que tais ataques representam uma grave violação não apenas contra os indivíduos visados, mas contra a própria instituição judiciária brasileira. As organizações reafirmaram seu compromisso com a diversidade e o combate a todas as formas de discriminação no âmbito do Poder Judiciário.

Este caso ocorre em um momento de crescente debate sobre diversidade e inclusão nas instituições públicas brasileiras, destacando a necessidade de mecanismos eficazes de proteção contra ataques virtuais dirigidos a servidores públicos.

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