Sapatos ensanguentados e nomes ecoam em ato do Dia da Mulher em Porto Alegre
Sapatos ensanguentados marcam ato do Dia da Mulher em Porto Alegre

Sapatos ensanguentados e nomes ecoados marcam ato do Dia da Mulher em Porto Alegre

Com nomes de vítimas de feminicídio gritados em coro, o ato pelo Dia Internacional da Mulher marcou o Centro de Porto Alegre neste domingo (8). Carregando sapatos banhados em um líquido vermelho que simbolizava sangue, integrantes de um grupo teatral entoaram em voz alta os nomes das 20 mulheres assassinadas no estado somente neste ano. A performance transformou a rua em um corredor de memória e luto, criando uma cena poderosa de denúncia e reflexão.

Aumento alarmante de casos no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, os casos de feminicídio cresceram 53% até o fim de fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, um dado que alarmou os organizadores e participantes do evento. Este aumento significativo destacou a urgência das reivindicações apresentadas durante a manifestação, que reuniu centenas de mulheres em um ato de resistência e solidariedade.

Coletivos e movimentos sociais unidos em protesto

O protesto, que contou com a presença massiva de centenas de mulheres, reuniu diversos coletivos, entidades, sindicatos e movimentos sociais da Capital gaúcha. Durante a caminhada, as manifestantes também levaram cartazes e bandeiras com mensagens de reivindicação, criando um mosaico visual de demandas e esperanças. Entre as principais pautas estavam:

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  • O combate implacável ao feminicídio e à violência de gênero
  • O respeito integral aos direitos e à dignidade das mulheres
  • A valorização do trabalho feminino em todos os setores da sociedade
  • A implementação de políticas públicas eficazes de proteção

Memorial vivo das vítimas

A performance artística com os sapatos ensanguentados serviu como um memorial vivo, honrando as 20 vítimas de feminicídio registradas no Rio Grande do Sul em 2026. Cada nome ecoou pelas ruas do centro da cidade, lembrando a sociedade das histórias interrompidas pela violência. A lista completa incluiu:

  1. Gislaine Duarte
  2. Leticia Foster Rodrigues
  3. Marinês Teresinha Schneider
  4. Josiane Natel Alves
  5. Paula Gabriela Torres Pereira
  6. Mirella dos Santos
  7. Uliana Teresinha Fagundes
  8. Karizele Oliveira Senna
  9. Leila Raquel Camargo Feltrin
  10. Paula Gomes Gonhi
  11. Marlei de Fátima Froelick
  12. Ianca Diniz Soares
  13. Juliane Cristina Schuster
  14. Tereza de Jesus Trindade da Silva
  15. Cláudia Rosane Casseres da Cunha
  16. Cassia Girard dos Nascimento
  17. Roseli Vanda Pires Albuquerque
  18. Glai Maria da Costa Conceição
  19. Miriane Lacerda Vieira
  20. Silvana Aguiar

O ato transformou-se em um espaço de luto coletivo, mas também de fortalecimento e determinação. As participantes destacaram que a data do Dia Internacional da Mulher deve ser não apenas de celebração, mas principalmente de luta por direitos básicos como a vida e a segurança. A mobilização em Porto Alegre refletiu um sentimento nacional de indignação frente aos números crescentes de violência contra as mulheres, exigindo ações concretas das autoridades e da sociedade como um todo.

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