Polícia Civil apreende armas e farda em operação contra intolerância religiosa em Aparecida de Goiânia
Operação contra intolerância religiosa apreende armas e farda da PM

Uma operação da Polícia Civil, realizada na terça-feira (10), em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia, resultou na apreensão de armas, munições e uma farda da Polícia Militar. A ação foi direcionada contra um suspeito de intolerância religiosa, que ameaçou participantes de um ritual religioso de matriz africana.

Detalhes da investigação e ameaças

Segundo as investigações da Polícia Civil, o caso remonta a novembro de 2025, quando um grupo de pessoas realizava um ritual religioso nas proximidades do Bosque Alto Paraíso. O suspeito, um morador da vizinhança, abordou os participantes de forma agressiva, opondo-se à fé deles. Ele proferiu insultos discriminatórios e, portando uma arma de fogo, ameaçou os presentes, chegando a apontar a arma contra a cabeça das participantes para interromper o ato religioso. Testemunhas relataram que o investigado ameaçou "meter chumbo" se o ritual fosse repetido.

Resultados da operação e apreensões

Durante a ação policial, foram apreendidas sete armas na casa do suspeito, todas devidamente registradas. Além das armas e munições, os agentes encontraram uma farda da Polícia Militar, levantando questões sobre a origem e o uso desse item. O suspeito responde em liberdade enquanto o processo avança, mas as penas somadas podem chegar a 6 anos e 6 meses de reclusão, além de multa e perda das licenças para possuir ou portar armas de fogo.

Enquadramento legal e próximos passos

O investigado vai responder por injúria preconceituosa, ameaça e impedimento de manifestação religiosa, conforme informado pela Polícia Civil. Esses crimes são tratados com severidade pela legislação brasileira, especialmente em casos que envolvem intolerância religiosa, um problema recorrente no país. A polícia destacou a importância de combater tais atos para proteger a liberdade de crença e a segurança pública.

O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades, o que impediu a localização de sua defesa até a última atualização desta reportagem. A operação reforça os esforços contínuos da Polícia Civil em Goiás para enfrentar crimes de ódio e garantir o respeito à diversidade religiosa na região.