Mãe jovem recupera filha após três meses de incerteza e busca intensa em Mato Grosso
Uma emocionante história de reencontro familiar marcou os últimos dias em Cuiabá, capital de Mato Grosso. Uma mãe de apenas 23 anos conseguiu reaver a guarda de sua filha de três anos, após a criança passar aproximadamente três meses sob a custódia do pai, que se recusava terminantemente a devolvê-la. O caso, que mobilizou instituições de proteção, teve um desfecho positivo no dia 12 de dezembro de 2025.
Busca judicial e descoberta crucial levam ao resgate
O episódio começou a se desenhar em setembro de 2025, quando o pai, após um período de convivência autorizado, não devolveu a criança à mãe, que detém a guarda legal. A menina foi levada sem qualquer autorização materna, deixando a jovem mãe em estado de completa angústia e sem informações sobre o paradeiro da filha. Imediatamente, ela buscou ajuda junto às autoridades.
A Defensora Pública Estadual, Rosana Leite Antunes de Barros, relatou que o Núcleo de Defesa da Mulher (NUDEM) atuou prontamente, ingressando com uma ação judicial para assegurar a guarda e iniciar a busca pela criança. No entanto, o homem conseguiu se manter fora do alcance das autoridades por três longos meses, dificultando enormemente o trabalho.
"A mulher nos procurou o NUDEM bastante aflita, informando que o genitor teve acesso à criança em dia de visitação paterna, e que estava se negando a devolver a criança [...] Foram três longos meses à procura do requerido que se encontrava em poder da criança, até que a mãe conseguiu localizar o paradeiro do pai", explicou a defensora pública.
Operação conjunta resulta no reencontro emocionante
A virada no caso ocorreu quando a própria mãe, em uma investigação pessoal, descobriu que o pai da criança estava trabalhando no município de Santo Antônio de Leverger, localidade situada a cerca de 35 quilômetros da capital cuiabana. Com essa informação crucial em mãos, no dia 12 de dezembro, uma equipe policial especializada, com o indispensável apoio do Conselho Tutelar, deslocou-se até o endereço indicado.
No local, finalmente, a mãe pôde reencontrar a filha, em um momento carregado de emoção. A criança foi imediatamente entregue à sua guarda legal, pondo fim a um período de intensa ansiedade e incerteza. Além da recuperação da convivência, a mãe foi incluída em programas sociais de assistência, recebendo auxílio para aluguel, cestas básicas e leite, garantindo assim moradia digna e alimentação adequada para ela e a filha.
Contexto de violência e consequências legais
O caso não se resume a uma simples disputa de guarda. Existe um histórico familiar de violência doméstica e um risco concreto de novas agressões, o que exigiu que toda a ação fosse acompanhada com extremo cuidado para garantir a segurança física e psicológica tanto da mãe quanto da criança. A Justiça já havia determinado medidas protetivas anteriores, incluindo:
- Guarda unilateral da criança concedida à mãe;
- Afastamento obrigatório do pai do convívio familiar;
- Adoção de medidas de proteção específicas, como a disponibilização do botão do pânico para a mãe.
Segundo informações da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, o pai da criança agora pode responder legalmente por crimes de alienação parental e subtração de incapaz. Esses são delitos graves que afetam diretamente o bem-estar e o desenvolvimento saudável da criança, além de violar decisões judiciais previamente estabelecidas.
Este episódio reforça a importância da atuação integrada entre Defensoria Pública, sistema de Justiça, polícia e Conselho Tutelar na proteção de famílias vulneráveis e no combate a situações que colocam em risco a integridade de mulheres e crianças.



