Justiça suspende venda do Estádio Rei Pelé em Três Corações após ação popular
Justiça suspende venda do Estádio Rei Pelé em Três Corações

Justiça suspende venda do Estádio Rei Pelé em Três Corações após ação popular

A Justiça determinou a suspensão imediata de qualquer tentativa de venda do Estádio Municipal Rei Pelé, localizado em Três Corações, Minas Gerais. A decisão liminar foi concedida em resposta a uma ação popular que questiona a legalidade da inclusão do imóvel em um projeto aprovado pela Câmara Municipal no final de 2025, o qual autorizava a desafetação e possível alienação de bens públicos.

Decisão judicial e multas aplicáveis

Com a liminar, a prefeitura de Três Corações está expressamente proibida de realizar atos que visem à venda do estádio enquanto o processo judicial estiver em andamento. Em caso de descumprimento, foi estabelecida uma multa diária de R$ 50 mil, com um limite máximo de R$ 1 milhão. A medida visa proteger o patrimônio público de danos irreparáveis durante o trâmite legal.

Valor histórico e cultural do estádio

O Estádio Rei Pelé, que homenageia o tricordiano Pelé, é considerado um símbolo local de grande importância histórica e cultural. A ação popular argumenta que o espaço já é reconhecido como bem inventariado, o que exige sua preservação. O juiz responsável pelo caso avaliou que há riscos significativos de dano ao patrimônio público e indícios de que negociações para a venda já estariam em curso, reforçando a necessidade da suspensão.

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Contexto da desafetação e avaliação financeira

A desafetação, processo pelo qual bens públicos perdem sua destinação específica e podem ser vendidos, alugados ou negociados com a iniciativa privada, incluiu o estádio em uma lista de imóveis. A prefeitura avaliou o Estádio Rei Pelé em mais de R$ 17 milhões, apontando-o como financeiramente inviável para manutenção. No entanto, a decisão judicial também considerou uma ação civil pública anterior que trata da conservação de imóveis municipais, destacando a complexidade do caso.

Andamento processual e posição da prefeitura

A decisão é provisória e permanecerá válida até o julgamento final da ação popular. O processo pode se estender com a apresentação de novas provas, depoimentos e possíveis recursos ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais ou até instâncias superiores. A Prefeitura de Três Corações informou que não irá se manifestar sobre o assunto no momento atual, aguardando os desdobramentos legais.

Este caso ressalta a tensão entre interesses financeiros municipais e a preservação do patrimônio cultural, com a Justiça atuando como mediadora para garantir a legalidade e proteção dos bens públicos em Três Corações.

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