DF mobiliza 90 servidores no Carnaval para combater assédio contra mulheres
DF leva 90 servidores às ruas no Carnaval contra assédio

A Secretaria da Mulher do Distrito Federal está intensificando as ações de proteção durante o período carnavalesco, com uma mobilização que coloca cerca de 90 servidores nas ruas de Brasília. A iniciativa, batizada de Carnaval Sem Assédio, chega à sua quarta edição com o objetivo claro de orientar foliões, comerciantes e trabalhadores sobre como agir em casos de violência e assédio contra mulheres.

Estratégia de atuação nos pontos de festa

As equipes da secretaria vão circular de forma estratégica por blocos de rua, bares, restaurantes e até distribuidoras de bebidas em diversas regiões administrativas do DF. A presença nesses locais é considerada fundamental, pois após os desfiles de rua, grande parte do público migra para estabelecimentos comerciais, onde os riscos podem persistir.

"A mulher quer alegria, mas ela também quer respeito. Não é uma ação só para as mulheres, mas também para a sociedade, para os homens, os trabalhadores, os garçons. Então, é toda uma rede de proteção", destacou a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, em entrevista ao g1.

Materiais informativos e canais de denúncia

Durante a ação, serão distribuídos aproximadamente 3 mil cartazes e adesivos contendo informações cruciais, como QR Codes e telefones para denúncias. Além disso, a campanha deste ano incorpora elementos lúdicos e simbólicos, como tatuagens temporárias e fitinhas, todas carregando a mensagem de respeito às mulheres.

Parte do material está sendo fixado em pontos estratégicos, especialmente em banheiros e entradas de bares e restaurantes, locais onde as vítimas podem buscar privacidade para pedir ajuda. Os canais de denúncia divulgados incluem:

  • 190 — Polícia Militar
  • 180 — Central de Atendimento à Mulher
  • 197 — Polícia Civil (denúncia anônima)
  • 156, opção 6 — Central do GDF

Capacitação e protocolo de atendimento

Além da distribuição de materiais, as equipes estão engajadas em conversas diretas com proprietários e funcionários de estabelecimentos. O foco é capacitar esses profissionais para acolher mulheres em situação de risco e acionar adequadamente a rede de proteção disponível.

A ação se baseia no protocolo Por Todas Elas, que oferece diretrizes claras para espaços públicos e privados sobre como proceder em casos de violência, assédio ou importunação sexual. Essa abordagem visa criar um ambiente mais seguro e responsivo durante as festividades.

Contexto e resultados anteriores

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do DF, não houve registro de ocorrências de assédio durante o Carnaval nos últimos dois anos, um indicativo positivo que a pasta busca manter e melhorar com ações contínuas de prevenção e conscientização.

A mobilização, sob o slogan "Não acabe com a minha festa", reforça o compromisso do governo local em garantir que as celebrações carnavalescas sejam marcadas pela alegria e pelo respeito, sem que a violência de gênero tenha espaço para se manifestar.