Governador do Ceará propõe programa para repatriar corpos de cearenses mortos no exterior
Ceará cria programa para repatriar corpos de cearenses mortos fora do Brasil

Governador do Ceará encaminha projeto para repatriar corpos de cearenses mortos fora do país

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), anunciou nesta quarta-feira (11) que enviou à Assembleia Legislativa a criação de um programa estadual para repatriar corpos de cearenses que venham a falecer fora do Brasil. A iniciativa, denominada Programa Estadual de Apoio Humanitário ao Traslado e ao Sepultamento Digno de Cearenses vitimados no exterior, foi formalizada através de mensagem governamental e divulgada nas redes sociais do chefe do Executivo estadual.

Iniciativa visa garantir dignidade e apoio às famílias em momentos de dor

Em sua publicação, Elmano de Freitas destacou que a medida é essencial para garantir dignidade e suporte às famílias que enfrentam a perda de entes queridos longe de casa. "Assegurando suporte do Estado em um momento tão difícil, reafirmando nosso compromisso com a vida e com a solidariedade ao povo cearense, onde quer que ele esteja", complementou o governador. O programa tem como objetivo cobrir todas as despesas relacionadas ao traslado internacional dos corpos e à realização de velórios dignos, aliviando o fardo financeiro e burocrático das famílias enlutadas.

Casos recentes evidenciam a necessidade urgente do programa

A proposta surge em um contexto de casos trágicos envolvendo cearenses no exterior que enfrentaram dificuldades para repatriar os corpos de seus familiares. No fim de janeiro, o surfista Yam Wisman, de 23 anos e natural de Jijoca de Jericoacoara, faleceu em um acidente de moto em Palawan, nas Filipinas, onde participava de um torneio de surf. Em dezembro do ano passado, a babá cearense Lucinete Freitas foi assassinada em Portugal, onde vivia há apenas sete meses. Seu corpo, encontrado após 13 dias desaparecido em um matagal na região de Amadora, próximo a Lisboa, só será repatriado nesta sexta-feira (13), após meses de espera da família.

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Famílias enfrentam burocracia e falta de recursos financeiros

No caso de Lucinete Freitas, a família relatou excesso de burocracia, demora e falta de informações claras sobre os procedimentos necessários para o traslado internacional. Inicialmente, solicitaram apoio ao Governo Federal, argumentando que o caso se enquadraria na lei aprovada em 2025 para mortes de brasileiros no exterior. No entanto, o governo federal informou que a lei ainda não está sendo aplicada devido à falta de definição orçamentária. Diante da ausência de condições financeiras para arcar com os custos, o Governo do Ceará, por determinação de Elmano de Freitas, assumiu todas as despesas do traslado e do velório.

Programa representa avanço na assistência humanitária do estado

A criação deste programa estadual marca um avanço significativo nas políticas de assistência humanitária do Ceará, estabelecendo um mecanismo permanente de apoio às famílias em situações de luto no exterior. A medida não apenas oferece suporte financeiro, mas também simplifica os trâmites burocráticos, garantindo uma resposta mais ágil e eficiente em momentos de extrema vulnerabilidade. Com a formalização do programa, espera-se que futuros casos sejam tratados com maior celeridade e sensibilidade, honrando o compromisso do estado com seus cidadãos, independentemente de onde estejam.

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