O mercado de trabalho formal no Brasil registrou a abertura de 148,99 mil vagas com carteira assinada em maio, de acordo com dados do Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado ficou abaixo da mediana das expectativas de analistas consultados pela Bloomberg, que previam 176 mil novos postos.
Em maio, foram contabilizadas 2.256.225 admissões e 2.107.233 desligamentos. O saldo é inferior ao de abril, quando foram abertas 237,3 mil vagas, mas superior ao de maio de 2024, que registrou 139,5 mil novos empregos formais.
Todos os grandes setores econômicos tiveram saldo positivo. O setor de serviços liderou em números absolutos, com 70,1 mil vagas, enquanto a agropecuária apresentou o melhor desempenho relativo, com alta de 0,94% no número de postos. Das vagas criadas, 98,3 mil foram preenchidas por jovens de 18 a 24 anos e 26,3 mil por adolescentes.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que os dados contrariam a percepção de que os jovens evitam empregos formais. Ele também defendeu que o resultado foi contido pela taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, e que enquanto a Selic estiver elevada, o crescimento econômico e a geração de vagas serão limitados.
Regionalmente, apenas o Rio Grande do Sul registrou saldo negativo, com 115 vagas fechadas, devido a cortes de 3.102 postos na agropecuária. Os demais estados tiveram saldo positivo, com destaque para São Paulo (33,1 mil vagas), Minas Gerais (20,2 mil) e Rio de Janeiro (13,6 mil).
O salário médio real de admissão em maio foi de R$ 2.248,71, redução de R$ 10,98 em relação a abril e de R$ 1,15 na comparação com maio de 2024. No acumulado de janeiro a maio, foram criados 1.051.244 postos formais, volume 4,9% menor que o do mesmo período do ano anterior.



