Seguro-desemprego tem reajuste de 3,9% e valor máximo sobe para R$ 2.518,65
Seguro-desemprego reajustado: teto sobe para R$ 2.518,65

Os trabalhadores demitidos sem justa causa passam a contar com um benefício maior a partir desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026. O valor das parcelas do seguro-desemprego foi reajustado em 3,9%, seguindo a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referente ao ano de 2024.

Novos valores do benefício em vigor

Com a correção, o valor máximo do seguro-desemprego salta de R$ 2.424,11 para R$ 2.518,65, representando um aumento de R$ 94,54. Já o piso do benefício, que segue a variação do salário mínimo, foi elevado de R$ 1.518 para R$ 1.621.

É importante destacar que os novos montantes são válidos tanto para os trabalhadores que já estão recebendo o benefício quanto para aqueles que ainda vão dar entrada no pedido junto aos órgãos competentes.

Como é feito o cálculo da parcela?

O valor da parcela do seguro-desemprego é definido com base na média salarial dos últimos três meses de trabalho antes da demissão. Com a atualização das faixas, o cálculo passa a ser realizado da seguinte forma:

Para salário médio até R$ 2.222,17: o trabalhador recebe 80% da sua média salarial ou o valor do salário mínimo vigente, prevalecendo o que for maior.

Para salário médio entre R$ 2.222,18 e R$ 3.703,99: o cálculo é mais complexo. O beneficiário tem direito a 50% sobre a parte que ultrapassa R$ 2.222,17, somado a um valor fixo de R$ 1.777,74.

Para salário médio acima de R$ 3.703,99: o valor da parcela é fixo, correspondendo ao novo teto de R$ 2.518,65.

Impacto para o trabalhador

Este reajuste tem um impacto direto no orçamento de milhares de brasileiros que, em um momento de transição profissional, dependem do seguro-desemprego para manter suas despesas básicas. O aumento, ainda que moderado, ajuda a compensar parte da perda do poder de compra causada pela inflação, garantindo um suporte financeiro mais adequado durante a busca por uma nova colocação no mercado de trabalho.

A medida, anunciada pela Agência Brasil, segue a política de correção periódica do benefício, assegurando que seu valor não fique defasado com o passar do tempo e mantenha sua função social de amparo ao trabalhador desempregado.