O governo federal estabeleceu o valor do salário mínimo para 2026 em R$ 1.621. O novo patamar, que entrou em vigor no mês de janeiro, começou a ser pago aos trabalhadores a partir de fevereiro.
Detalhes do reajuste e metodologia de cálculo
O aumento representa um acréscimo de R$ 103 em relação ao valor vigente anteriormente. Em termos percentuais, o reajuste ficou em 6,79%. A confirmação do valor partiu do Ministério do Planejamento e Orçamento, após a divulgação dos últimos dados inflacionários.
O cálculo segue a regra legal estabelecida, que leva em conta a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em doze meses, encerrados em novembro do ano anterior. A este índice soma-se a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, com um limite máximo de 2,5 pontos percentuais acima da inflação.
Em novembro, o INPC, que mede a inflação para famílias de baixa renda, registrou uma variação de apenas 0,03%. No acumulado de doze meses, o índice chegou a 4,18%.
Valor final ficou abaixo das previsões orçamentárias
O montante oficial de R$ 1.621 ficou abaixo das estimativas iniciais do governo para o Orçamento do ano. No começo de 2025, a previsão era de um mínimo de R$ 1.630. Já durante a fase de aprovação da lei orçamentária, a projeção foi ajustada para R$ 1.627.
A diferença entre a previsão e o valor efetivo é um reflexo direto da desaceleração da inflação observada nos últimos meses do ano, que ficou menor do que o inicialmente projetado. A fórmula de correção, que combina INPC e crescimento do PIB, tem como objetivo assegurar um ganho real ao trabalhador, mas impõe um teto para evitar pressão excessiva sobre as contas públicas.
Impacto nas finanças dos trabalhadores e do governo
O reajuste garante a reposição do poder de compra dos assalariados que recebem o piso nacional, protegendo-os da erosão causada pela inflação. Para o governo, a definição de um valor dentro dos parâmetros legais e abaixo do previsto contribui para um menor impacto nos gastos com benefícios previdenciários e programas sociais vinculados ao mínimo, auxiliando no equilíbrio fiscal.