O Tesouro Nacional lançou o Tesouro Reserva, um novo título público que promete revolucionar a forma como os brasileiros investem. Com a possibilidade de ser negociado 24 horas por dia, o produto visa competir diretamente com a poupança, CDBs e as populares "caixinhas" dos bancos digitais.
O que é o Tesouro Reserva?
O Tesouro Reserva é um título do Tesouro Direto com liquidez diária, permitindo aplicações a partir de R$ 1 e resgates via PIX a qualquer momento, inclusive finais de semana e feriados. A proposta do governo é oferecer a segurança dos títulos públicos com a praticidade dos aplicativos bancários.
Segurança e praticidade
Assim como outros títulos públicos, o Tesouro Reserva tem como garantia o governo federal, o que reduz o risco de calote. Por ser atrelado à taxa Selic, o rendimento acompanha os juros básicos da economia, atualmente em 14,5% ao ano. Isso o torna uma opção atrativa para a reserva de emergência, já que o dinheiro pode ser resgatado rapidamente sem perda de rentabilidade.
Comparação com produtos privados
Embora o Tesouro Reserva ofereça segurança e liquidez, produtos privados como CDBs, LCIs e LCAs podem render mais. Esses investimentos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF, mas geralmente exigem prazos maiores ou regras mais restritas. Por outro lado, o Tesouro Reserva não tem cobertura do FGC, mas a garantia do governo é considerada de baixíssimo risco.
Custos e tributação
Um ponto de atenção são os custos. A B3 ainda não divulgou a taxa de administração do Tesouro Reserva, mas atualmente os títulos do Tesouro Direto cobram cerca de 0,20% ao ano. Além disso, o investidor está sujeito à tabela regressiva do Imposto de Renda, com alíquotas de 22,5% para resgates em até 180 dias e 15% após dois anos. Há também IOF nos primeiros 30 dias. Outro fator é a marcação a mercado, que pode causar variações no valor do extrato, embora o rendimento siga a Selic.
Para investidores conservadores que buscam simplicidade e segurança, o Tesouro Reserva surge como uma alternativa competitiva. No entanto, é essencial comparar rentabilidade líquida, prazos e custos antes de decidir entre títulos públicos e privados.



