A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, desempenha um papel indispensável na agenda climática brasileira, conforme destacou o diretor de Mudanças Climáticas e Descarbonização da companhia, Rodrigo Lauria. Durante o VEJA Fórum de Energia, realizado nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, em São Paulo, ele afirmou: “Não tem como falar de transição energética sem incluir a mineração”. A principal aposta da empresa nesse sentido é a diversificação de fontes de energia, especialmente na frente elétrica.
Eletricidade renovável e desafio do diesel
Segundo Lauria, toda a eletricidade consumida pelas operações brasileiras da Vale é proveniente de fontes renováveis. No entanto, ele lembrou que a mineradora ainda consome cerca de 1 bilhão de litros de diesel por ano. “Temos o objetivo de neutralizar nossas emissões de carbono até 2050”, declarou. “O que dá o norte dessa discussão é trocar o diesel, o carvão e o gás por fontes menos danosas ao meio ambiente”.
Papel do gás natural e do biometano
Fontes de energia que emitem menos gases de efeito estufa que o diesel e o carvão são estratégicas para melhorar a matriz energética da companhia. O gás natural, porém, ainda tem um papel relevante. “O gás é um caminho da transição energética”, disse Lauria. “Também olhamos muito para o biometano”.
Vale e minerais críticos
O diretor da Vale foi questionado no evento sobre o possível interesse da companhia em explorar o setor de minerais críticos, dada sua relevância para a transição energética. Hoje, a mineradora concentra-se na produção de minério de ferro, cobre e níquel, e pretende manter esse foco. “Acho que a nossa contribuição para esse ecossistema da mineração voltada à transição energética é focar nesses minerais”, afirmou.



