O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deu um passo importante para atrair investimentos estrangeiros para o setor mineral brasileiro durante uma reunião reservada em Riad, capital da Arábia Saudita. O encontro, realizado com o ministro saudita da Indústria e Recursos Minerais, Bandar Al-Khorayef, avançou as negociações para uma parceria estratégica entre os dois países.
Agilidade e potencial como argumentos
Na conversa, Silveira apresentou as mudanças que o governo brasileiro está implementando na governança do setor de mineração. O objetivo central é oferecer um ambiente mais atrativo, com licenciamento mais ágil, menos burocracia e maior coordenação entre os órgãos públicos. A mensagem foi direcionada claramente aos investidores estrangeiros.
O ministro destacou os esforços para destravar projetos de minério de ferro de alta redução e de cobre, com foco especial nos estados do Pará e de Minas Gerais. No entanto, o trunfo principal apresentado foi o enorme potencial ainda inexplorado do território nacional.
Subsolo pouco conhecido esconde riquezas
Um dado chamou a atenção dos interlocutores sauditas: apenas 30% do subsolo brasileiro está mapeado geologicamente. Essa imensa área desconhecida contrasta com a posição que o Brasil já ocupa no cenário global, sendo detentor de algumas das maiores reservas mundiais de terras raras e urânio.
Para transformar esse potencial em oportunidade concreta, Alexandre Silveira fez um convite direto. Ele pediu o apoio do Fundo de Investimento Público (PIF), o fundo soberano da Arábia Saudita, para financiar o mapeamento mineral do território brasileiro. Além disso, convidou representantes da Manara Minerals, empresa controlada pelo PIF e pela Ma'aden, para visitar o Brasil e conhecer os projetos em primeira mão.
Próximos passos da parceria bilateral
Para dar velocidade prática à cooperação, o ministro brasileiro propôs a criação de um grupo de trabalho bilateral. A função desse grupo seria identificar e acelerar oportunidades de investimento conjunto, funcionando como um canal direto entre os governos e as empresas dos dois países.
A reunião, que aconteceu em 12 de janeiro de 2026, representa uma movimentação estratégica do Brasil para diversificar suas fontes de investimento no setor de mineração e transformar sua riqueza geológica em desenvolvimento econômico. O sucesso das articulações pode significar um fluxo significativo de capital e tecnologia para um setor considerado vital para a transição energética global.