Fintech Barte supera marca de R$ 250 milhões em receita com estratégia focada em tecnologia
A Barte, uma fintech brasileira que atua no setor de infraestrutura de pagamentos, adquirência e corporate banking para médias e grandes empresas, encerrou seu quarto ano de operações com resultados expressivos. A companhia fechou o exercício de 2025 com uma receita consolidada acima de R$ 250 milhões, marcando um crescimento significativo em relação aos anos anteriores.
Volume transacionado atinge patamar próximo de R$ 10 bilhões
Além do faturamento robusto, a empresa registrou um volume transacionado, conhecido como TPV, próximo de R$ 10 bilhões. Esse número representa um salto considerável quando comparado ao montante de R$ 1,5 bilhão alcançado em 2024, evidenciando a rápida expansão e consolidação da fintech no mercado financeiro.
Estratégia evita guerra de preços e prioriza inovação tecnológica
O desempenho operacional da Barte é atribuído a uma decisão estratégica crucial: a empresa optou por não entrar na chamada guerra de preços que caracteriza o segmento de adquirência. Em vez disso, direcionou seus esforços para o desenvolvimento de uma infraestrutura própria, o aprimoramento de soluções baseadas em inteligência artificial e a oferta de serviços financeiros integrados.
Atualmente, cerca de 15% da receita da fintech provém de serviços tecnológicos, incluindo aplicações avançadas de IA. O impacto indireto dessas inovações, que contribuem para a retenção e fidelização de clientes, responde por aproximadamente 50% do faturamento total, demonstrando a eficácia do modelo adotado.
Investimentos em inteligência artificial devem chegar a R$ 100 milhões até 2027
Com base no sucesso dessa abordagem, a Barte anunciou planos ambiciosos para os próximos anos. A companhia pretende investir até R$ 100 milhões em inteligência artificial até o ano de 2027, reforçando seu compromisso com a inovação e a diferenciação no competitivo ecossistema fintech.
Essa movimentação estratégica não apenas consolida a posição da empresa no mercado, mas também sinaliza uma tendência crescente no setor, onde a tecnologia e os serviços personalizados se tornam fatores-chave para o crescimento sustentável, em contraste com as práticas tradicionais de competição baseada apenas em custos.