Disney planeja demitir até 1.000 funcionários em nova fase sob CEO Josh D'Amaro
Disney corta até 1.000 vagas em reestruturação sob novo CEO

Disney inicia nova fase de cortes com até 1.000 demissões sob comando de Josh D'Amaro

A Walt Disney Company está preparando uma nova rodada de demissões que pode atingir até 1.000 funcionários nas próximas semanas, marcando um dos primeiros movimentos estratégicos significativos sob a liderança do novo CEO, Josh D'Amaro. Esta medida representa uma continuidade do processo de reestruturação iniciado na gestão anterior, mas agora ganha novos contornos e urgência diante dos desafios estruturais da indústria do entretenimento.

Pressão do streaming e contexto da reestruturação

Os cortes planejados ocorrem em um momento de transformação profunda no setor, caracterizada pela migração acelerada da TV linear para plataformas de streaming. Embora o modelo digital tenha expandido o alcance das empresas, ele também trouxe margens de lucro menores e uma concorrência intensificada com gigantes tecnológicos como Amazon e YouTube.

Esta rodada de demissões dá sequência a um processo que já eliminou mais de 8.000 postos de trabalho desde o retorno de Bob Iger em 2022. Embora o plano atual tenha sido concebido antes da posse de D'Amaro, ele sinaliza claramente que o novo CEO não apenas manterá, mas possivelmente aprofundará a estratégia de ajuste financeiro e operacional.

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Áreas afetadas e foco na integração digital

As demissões devem impactar principalmente a área de marketing, que recentemente passou por unificação sob um único comando liderado por Asad Ayaz. Esta integração faz parte do projeto interno chamado "Project Imagine", que busca racionalizar operações historicamente fragmentadas.

Atualmente, a Disney emprega aproximadamente 231 mil pessoas globalmente, com a maioria concentrada na divisão de experiências (parques temáticos e produtos de consumo). As áreas mais afetadas pelos cortes têm sido:

  • Entretenimento
  • Esportes (incluindo a ESPN)
  • Operações corporativas

No âmbito do streaming, a estratégia inclui a fusão operacional entre Disney+ e Hulu, com desenvolvimento de um aplicativo único que concentre conteúdos de ambas as marcas. Esta iniciativa visa reduzir custos, melhorar a experiência do usuário e fortalecer a competitividade frente a rivais globais.

Tendência da indústria e desafios futuros

Os cortes na Disney refletem uma tendência mais ampla em Hollywood, onde outros estúdios como Sony Pictures, Paramount e Warner Bros. Discovery também vêm reduzindo equipes diante do novo cenário de consumo de conteúdo. A contratação de consultores da Bain & Company reforça o caráter estruturado desta revisão de despesas e prioridades de investimento.

Para D'Amaro e sua equipe, o sucesso da reestruturação será medido não apenas pela eficiência operacional alcançada, mas pela capacidade de reverter a estagnação das ações da empresa. O papel acumula queda significativa desde o pico de 2021 e atualmente é negociado em níveis próximos aos de uma década atrás, refletindo o ceticismo do mercado quanto à transição para o modelo de streaming.

A aposta da nova gestão é que uma empresa mais enxuta, integrada e orientada ao digital conseguirá recuperar rentabilidade e voltar a crescer em um setor cada vez mais competitivo e fragmentado. Esta fase representa um momento crucial na história da Disney, onde decisões estratégicas definirão seu posicionamento no futuro do entretenimento global.

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