A tarifa de coleta de lixo em Uberaba terá um novo aumento em 2026, o segundo no ano. A autorização foi publicada no sábado (23) por meio de resolução da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais.
Como funciona a cobrança
A cobrança da tarifa de lixo está atrelada ao consumo mensal de água. Em janeiro, a agência já havia autorizado um reajuste de 17,08%, que entrou em vigor em 23 de abril. Com isso, o valor passou de R$ 0,9304 para R$ 1,0893 por metro cúbico de água consumida, aplicado nas contas com vencimento em maio.
De acordo com nota técnica divulgada na época, a concessionária responsável pelo serviço justificou que o aterro municipal precisou ser desativado antecipadamente, exigindo a contratação de um aterro sanitário terceirizado. Por isso, foi solicitada uma revisão extraordinária da tarifa para reequilibrar o contrato e cobrir os novos custos operacionais com a destinação final dos resíduos sólidos.
Novo reajuste
Agora, foi autorizado um aumento adicional de 2,61% na tarifa de lixo, que passará de R$ 1,0893 para R$ 1,1178 por metro cúbico de água consumida. A agência estabeleceu um prazo de 30 dias para a Codau iniciar a aplicação da nova tarifa nas faturas. Com isso, o valor final deverá ficar mais caro nas contas com vencimento a partir de 1º de julho.
Na nota técnica, a agência reguladora justificou que o novo pedido da concessionária foi aceito devido ao atraso na aplicação do reajuste anual. O contrato determina o reequilíbrio anual a partir de janeiro, mas a implementação só ocorreu em maio. “Essa defasagem temporal de aproximadamente 120 dias resultou em uma frustração de receita, caracterizando um desequilíbrio em favor da prestadora”, explicou o documento.
Tarifa de água também subiu
Além do aumento na coleta de lixo, a tarifa de água também teve reajuste de 12% em 2026. O índice foi aplicado nas medições de consumo realizadas a partir de 23 de março, para as contas com vencimento a partir de 1º de abril. Entre os fatores que influenciaram o reajuste estão as perdas no sistema de abastecimento. Nota técnica da agência reguladora estima que a diferença entre produção e faturamento representou uma perda de cerca de R$ 14 milhões em 2025.



