A Stellantis anunciou nesta quinta-feira (21) um ambicioso plano de investimentos de 60 bilhões de euros, aproximadamente R$ 349 bilhões, com vigência até 2030. O objetivo é retomar o crescimento após a empresa registrar um prejuízo bilionário em 2025. Controladora de marcas como Jeep, Fiat, Peugeot e Ram, a montadora busca cortar custos, aumentar a eficiência produtiva e fortalecer sua posição diante do avanço das fabricantes chinesas no mercado global.
Detalhes do plano
O anúncio ocorreu durante o Investor Day da companhia, realizado em Auburn Hills, nos Estados Unidos, cidade próxima a Detroit. Esta é considerada a primeira grande medida do CEO da Stellantis, Antonio Filosa, desde que assumiu o comando da empresa. Como parte da estratégia, a Stellantis pretende reduzir sua capacidade de produção na Europa em mais de 800 mil veículos até 2030. A medida inclui a reorganização de fábricas e a redução de estruturas ociosas para melhorar a eficiência operacional.
Parcerias e novos modelos
A companhia também planeja ampliar parcerias com montadoras chinesas, como a Leapmotor e a Dongfeng Motor Corporation, que participarão da produção de veículos em unidades localizadas na Espanha e na França. Além disso, a Stellantis afirmou que pretende lançar ao menos 60 novos veículos até o fim da década, entre reestilizações e modelos inéditos.
Preservação de empregos
Apesar da reestruturação, a Stellantis declarou que pretende preservar os empregos industriais. No entanto, o mercado reagiu negativamente ao anúncio. As ações da montadora chegaram a cair mais de 6% na Bolsa de Paris após a apresentação do plano.
Contexto desafiador
A nova estratégia surge após um ano difícil para a companhia. Em 2025, a Stellantis registrou prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros (cerca de R$ 153,9 bilhões), impactada principalmente pela desaceleração do mercado de carros elétricos e pela revisão de investimentos no setor. O resultado reforçou as dificuldades enfrentadas pelas montadoras globais na transição dos veículos a combustão para modelos elétricos, especialmente após Estados Unidos e Europa reduzirem metas para eletrificação da frota.
Com informações da agência France Presse



