Ibovespa recua 0,61% em dia sem grandes novidades geopolíticas
Ibovespa recua 0,61% em dia sem novidades geopolíticas

O Ibovespa fechou em queda de 0,61% nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, recuando para 189,5 mil pontos. O dólar, por sua vez, encerrou o dia praticamente estável, cotado a 4,98 reais. Durante a sessão, os mercados de moedas e ações operaram sem grandes catalisadores, mesmo diante das incertezas geopolíticas que ainda rondam o cenário internacional.

Bancos pressionam o índice

Entre as ações de maior peso no principal índice da B3, os bancos tiveram desempenho negativo e acompanharam a tendência de baixa do mercado. O Bradesco (BBDC4) registrou queda de 0,95%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 0,86%. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,84%, enquanto o Santander (SANB11) fechou praticamente estável, sem variação significativa.

Cenário geopolítico: foco no conflito Irã-EUA

No exterior, a atenção dos investidores continua voltada para o conflito bélico entre Estados Unidos e Irã. Nesta tarde, o presidente norte-americano Donald Trump iniciou uma nova rodada de avaliações estratégicas, após Teerã apresentar, por meio de mediadores, uma proposta para encerrar as hostilidades e restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

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Boletim Focus eleva projeção de inflação

No cenário doméstico, o Boletim Focus semanal elevou mais uma vez as expectativas para a inflação de 2026. Segundo economistas consultados pelo Banco Central, a projeção da mediana para o IPCA subiu para 4,80%, ultrapassando o teto da meta de inflação, que é de 4,5%. A leitura dos analistas é de que o processo de desinflação deve ocorrer de forma mais lenta do que o esperado, o que gera preocupações adicionais para a política monetária.

Superquarta: decisões do Fed e Copom

Agora, o mercado está de olho nesta quarta-feira, 29, quando o Federal Reserve (Fed), banco central americano, e o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúnem para definir o futuro de suas políticas monetárias. As projeções de especialistas indicam que o Fed deve manter os juros nos Estados Unidos, enquanto o Copom deve cortar a Selic em 0,25 ponto percentual. Essas decisões são aguardadas com grande expectativa pelos investidores, pois podem sinalizar os rumos da economia global e local.

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