Ibovespa bate novo recorde histórico com alta de 2,20% e dólar em queda
Ibovespa bate recorde com alta de 2,20% e dólar em baixa

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia histórico nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, com o Ibovespa alcançando um novo recorde intradiário. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou o pregão com uma forte alta de 2,20%, atingindo a marca inédita de 175,5 mil pontos.

Fatores que impulsionaram a alta do Ibovespa

O desempenho excepcional do índice foi impulsionado por uma combinação de fatores positivos, tanto no cenário nacional quanto internacional. A entrada significativa de capital estrangeiro na bolsa brasileira e uma maior tomada de risco por parte dos investidores internacionais foram elementos cruciais para esse movimento ascendente.

Dados econômicos dos Estados Unidos

No plano externo, a divulgação de indicadores econômicos robustos nos Estados Unidos contribuiu para o otimismo. O Produto Interno Bruto do país cresceu 4,4% no terceiro trimestre de 2025, representando o ritmo mais forte de crescimento em dois anos. Além disso, o núcleo do índice de preços de gastos com consumo, conhecido como PCE, subiu 0,2% em novembro em relação a outubro, alinhando-se com as expectativas dos especialistas.

Esses resultados abriram espaço para a possibilidade de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano. Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, comentou que "o resultado abre espaço para queda de juros no país norte-americano, e, consequentemente, temos margem para o afrouxamento monetário no Brasil".

Alívio nas tensões geopolíticas

Outro fator que influenciou positivamente o mercado foi a suavização da retórica geopolítica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que não usará a força para tomar a Groenlândia, embora exija negociações imediatas, e decidiu suspender as tarifas de 10% contra países da Europa que entrariam em vigor em 1º de fevereiro.

Desempenho do dólar e das ações

Enquanto o Ibovespa subia, o dólar apresentou uma queda expressiva, fechando cotado a 5,28 reais. Esse valor representa o menor patamar desde novembro de 2025, refletindo a confiança dos investidores na economia brasileira e o fluxo de capital estrangeiro.

Entre as ações de maior peso no índice, os bancos operaram com desempenho positivo, puxando a alta do Ibovespa. Próximo das 18h, o Banco do Brasil liderou os ganhos com uma alta de 4,69%, seguido pelo Itaú, que avançou 3,38%. O Bradesco subiu 2,73%, enquanto o Santander teve valorização de 1,68%.

Expectativas para a política monetária

O Comitê Federal de Mercado Aberto dos Estados Unidos, o FOMC, está programado para se reunir no dia 28 de janeiro para definir o rumo da política monetária. De acordo com a plataforma FedWatch, 95% do mercado espera que as taxas de juros se mantenham no patamar entre 3,5% e 3,75%. No entanto, a maioria dos analistas precifica um corte de 0,5 ponto percentual até o final de 2026.

A perspectiva de queda nas taxas de juros nos Estados Unidos aumenta ainda mais o apetite do investidor estrangeiro por ativos de risco, como as ações brasileiras. Esse movimento é um fator adicional para atrair fluxo de capital e sustentar os recordes do Ibovespa, criando um ciclo virtuoso no mercado financeiro.

Em resumo, o dia foi marcado por um cenário extremamente favorável, com o Ibovespa batendo recordes históricos, o dólar em queda e um otimismo generalizado impulsionado por dados econômicos positivos e expectativas de afrouxamento monetário nos Estados Unidos.