Famílias brasileiras recorrem mais ao rotativo do cartão de crédito
Famílias recorrem mais ao rotativo do cartão de crédito

O uso do cartão de crédito rotativo tem se tornado cada vez mais frequente entre as famílias brasileiras. Dados recentes apontam que os empréstimos nessa modalidade somaram quase R$ 110 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A informação é de um levantamento que analisa o comportamento financeiro dos brasileiros.

Crescimento do rotativo

O crédito rotativo é uma linha de financiamento de curto prazo oferecida pelas administradoras de cartão de crédito. Quando o consumidor não paga o valor total da fatura, o saldo devedor é automaticamente financiado por meio dessa modalidade, que possui juros elevados. O aumento na procura indica que muitas famílias estão enfrentando dificuldades para quitar suas contas em dia.

Especialistas apontam que a alta da inflação e o endividamento crescente têm levado os brasileiros a recorrerem a essa opção. O rotativo, embora prático, pode se tornar uma armadilha financeira devido às taxas de juros, que estão entre as mais altas do mercado.

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Impactos na economia

O volume de R$ 110 bilhões em empréstimos no primeiro trimestre reflete uma tendência de curto prazo. Analistas alertam que o uso excessivo do rotativo pode comprometer a renda familiar e aumentar a inadimplência. Por outro lado, o crescimento dessa modalidade também indica que o consumo está aquecido, mas com riscos para a saúde financeira das famílias.

O Banco Central monitora de perto esses números, e medidas de regulação podem ser adotadas para evitar que o endividamento se agrave. Enquanto isso, educadores financeiros recomendam que os consumidores busquem alternativas, como o parcelamento consciente ou a renegociação de dívidas.

Recomendações

Para evitar o acúmulo de dívidas no rotativo, é importante que as famílias façam um planejamento financeiro. Controlar os gastos, priorizar o pagamento da fatura integral e evitar compras por impulso são algumas das práticas sugeridas. Caso o rotativo seja inevitável, é essencial quitá-lo o mais rápido possível para minimizar os juros.

O cenário econômico atual, com inflação elevada e juros altos, torna ainda mais desafiador o equilíbrio das contas domésticas. Por isso, a busca por informação e educação financeira é fundamental para evitar o superendividamento.

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