Economia americana surpreende com forte criação de empregos em janeiro
Os Estados Unidos demonstraram uma robustez notável no mercado de trabalho no primeiro mês de 2026, com a criação de 130 mil empregos em janeiro. Esse resultado superou significativamente as expectativas dos analistas, que previam apenas 55 mil novas vagas, conforme compilado pela agência de notícias Dow Jones.
Desempenho setorial e taxa de desemprego estável
O setor de saúde foi o grande destaque, responsável pela abertura de 82 mil postos de trabalho, consolidando sua posição como motor principal da geração de empregos. Em seguida, os serviços de assistência social contribuíram com 42 mil vagas, e a construção civil adicionou 33 mil empregos, refletindo uma atividade econômica diversificada.
Apesar do crescimento em alguns setores, houve contrações em outras áreas. O funcionalismo público reduziu 34 mil postos, com cortes liderados pelo governo federal, enquanto o setor financeiro eliminou 22 mil vagas em janeiro.
Com essa dinâmica, a taxa de desemprego nos Estados Unidos se manteve estável em 4,3%, o que equivale a aproximadamente 7,4 milhões de pessoas desempregadas. Esse índice permanece em um patamar considerado saudável pelos economistas, indicando uma economia em equilíbrio.
Contexto comparativo e perspectivas
Embora o resultado de janeiro tenha sido positivo e acima do esperado, ele ficou abaixo dos 158 mil empregos criados em dezembro de 2025 e dos 158.268 reportados em janeiro do ano anterior. Essa comparação sugere uma desaceleração moderada no ritmo de criação de vagas, mas ainda dentro de um cenário de expansão econômica.
O Bureau de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos, responsável pelo levantamento, destacou que o bom desempenho do mercado de trabalho em janeiro foi impulsionado principalmente pelo vigor do setor de saúde, que continua a demandar mão de obra em meio a transformações tecnológicas e demográficas.
Esses dados são cruciais para a análise econômica global, pois os Estados Unidos representam uma das maiores economias do mundo, e seu desempenho no mercado de trabalho influencia políticas monetárias, investimentos internacionais e tendências de consumo.