
E aí, o Brasil resolveu não levar desaforo para casa. Na tarde desta quarta-feira, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) – aquela turma que decide os rumos do nosso comércio lá fora – deu o pontapé inicial em um processo que promete esquentar os ânimos. O motivo? Uma resposta à altura aos novos impostos que os Estados Unidos querem enfiar goela abaixo nas nossas exportações de aço.
Não foi uma decisão tomada no calor do momento, viu? A coisa já vinha sendo maturada há um tempo, mas a publicação oficial no Diário Oficial da União foi o sinal verde que todo mundo esperava. Basicamente, o governo brasileiro está se armando – legalmente, claro – para revidar.
O que Isso Significa na Prática?
O lance agora é abrir uma consulta pública. Traduzindo: o governo quer ouvir todo mundo que pode ser afetado por isso, desde o dono da siderúrgica gigante até o Zé da esquina que trabalha no setor. Eles têm até o dia 30 de julho para dar seus pitacos e tentar influenciar que tipo de retaliação será implementada.
É uma jogada esperta, até. Em vez de sair metendo o louco e impondo taxas sem critério, o Brasil está seguindo o livrinho de regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) direitinho. Mostra que estamos jogando o jogo direitinho, mesmo quando o outro lado decide mudar as regras no meio do caminho.
E Agora, José?
O próximo passo? Aguardar. A Camex vai juntar todas as opiniões que chegaram, fazer uma análise profunda e então decidir que medidas tomar. A palavra de ordem aqui é proporcionalidade – a resposta tem que ser forte o suficiente para doer, mas sem virar uma provocação gratuita que piore tudo.
Uma coisa é certa: o clima entre Brasília e Washington não vai ficar muito amistoso nos próximos meses. Enquanto isso, a indústria nacional segura a respiração, torcendo para que a estratégia dê certo e proteja os empregos e negócios por aqui.
Fica o registro: o Brasil não baixou a cabeça. E agora, o mundo vai ver no que dá.