
Parece que o eixo comercial da América Latina ganhou um novo impulso — e dos grandes. Nesta quinta-feira (29), Brasil e México, essas duas potências econômicas que às vezes parecem dançar tango em lados opostos da sala, finalmente encontraram o mesmo ritmo.
O que saiu dessa aproximação? Nada menos que 13 acordos assinados, cada um mais estratégico que o outro. E olha, não é exagero dizer que estamos falando de uma mudança significativa nas relações bilaterais.
Os números que impressionam
O comércio entre esses gigantes já é coisa séria: bateu a marca dos US$ 15 bilhões no ano passado. Mas sabe como é — quando há vontade política, até o céu vira limite. A meta agora é ambiciosa: elevar esse patamar para impressionantes US$ 35 bilhões.
Não é apenas wishful thinking, não. Com os instrumentos certos e — vamos combinar — um tanto de persistência diplomática, essa projeção pode muito bem sair do papel.
O que está na mesa de negociações?
Os acordos abrangem áreas vitais para o desenvolvimento de ambos os países. Desde facilitação de comércio até cooperação em matéria de segurança — porque, convenhamos, num mundo cada vez mais complexo, diversificar é a palavra de ordem.
- Facilitação de comércio e redução de barreiras burocráticas
- Cooperação tecnológica e inovação
- Investimentos bilaterais em infraestrutura
- Acordos de segurança e defesa
- Parcerias em energia e sustentabilidade
E tem mais: o setor privado também ganhou espaço nesse diálogo. Líderes empresariais de ambos os países estavam presentes, sinal claro de que a iniciativa não se restringe aos gabinetes governamentais.
Para além dos números
O que realmente chama atenção — pelo menos para quem acompanha essas relações há tempo — é a mudança de tom. Há uma palpable disposição para colaborar, superando eventuais divergências ideológicas que marcaram épocas passadas.
Não se trata apenas de aumentar o volume de negócios, mas de construir algo mais duradouro. Uma parceria estratégica que reconhece a importância de se posicionar conjuntamente num cenário global… bem, digamos, interessantemente desafiador.
O momento é propício, as lideranças estão alinhadas e o setor produtivo parece ansioso por novas oportunidades. Resta agora transformar essas intenções em resultados concretos — e torcer para que dessa vez a trajetória seja mesmo ascendente.