Big Techs na Mira da UE: Retaliação a Trump Pode Afetar Gigantes da Tecnologia
Big Techs Serão as Mais Afetadas em Retaliação da UE a Trump

Big Techs Podem Ser as Mais Impactadas em Retaliação da UE aos Estados Unidos

As gigantes da tecnologia, conhecidas como big techs, estão no centro de um possível conflito comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos. A UE avalia acionar o chamado Instrumento Anti-Coerção, uma ferramenta poderosa apelidada de bazuca comercial, em resposta às recentes ameaças tarifárias do governo de Donald Trump.

Ferramenta Permite Ir Além das Tarifas Tradicionais

Esse mecanismo permite que a União Europeia adote medidas que vão muito além das simples tarifas. Entre as opções estão a restrição a empresas americanas e a serviços digitais, o que coloca as big techs em uma posição extremamente vulnerável. Para o economista Gabriel Cecco, uma escalada desse tipo teria efeitos globais significativos.

Se a UE retaliar, o impacto é inflação mais alta, desaceleração e prejuízo mútuo entre economias altamente interligadas, afirma Cecco, em entrevista ao Programa Mercado. O setor mais exposto seriam justamente as gigantes de tecnologia, que dependem fortemente tanto do mercado americano quanto do europeu.

Risco de Tiro no Próprio Pé para a Europa

No entanto, Cecco alerta para o perigo de a medida se transformar em um tiro no próprio pé. A Europa depende profundamente dessas plataformas para produtividade, inovação e serviços digitais essenciais. No eixo de desenvolvimento tecnológico dos últimos 30 anos, a China avançou muito e, nos anos recentes, Estados Unidos e China retomaram a liderança — especialmente com a tecnologia de IA, explica o economista.

Sancionar as big techs agora enfraquece quem ainda depende delas, complementa Cecco. O recado é claro: a bazuca comercial existe e assusta, mas apertar o gatilho contra as big techs pode custar caro para o próprio bloco europeu.

Mundo Digitalmente Interligado Amplia Impactos

Em um cenário global onde as economias estão cada vez mais conectadas digitalmente, retaliar a tecnologia significa mexer em um fio que sustenta toda a estrutura econômica. As possíveis sanções poderiam desencadear uma série de consequências, incluindo:

  • Aumento da inflação em ambos os lados do Atlântico
  • Desaceleração do crescimento econômico global
  • Prejuízos mútuos para empresas e consumidores
  • Impactos negativos na inovação e produtividade

A situação coloca as big techs em uma posição delicada, servindo como peças-chave em um tabuleiro geopolítico complexo. A decisão da União Europeia poderá definir novos rumos para as relações comerciais internacionais e para o próprio futuro da tecnologia global.