Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos e Ibovespa bate recorde histórico
O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de marcos históricos nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, com o dólar comercial fechando abaixo da barreira psicológica de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto o Ibovespa alcançou um novo recorde ao superar os 198 mil pontos.
Moeda norte-americana atinge menor valor desde março de 2024
O dólar comercial à vista encerrou a sessão cotado a R$ 4,997, registrando uma queda de R$ 0,014, equivalente a 0,29% de desvalorização. Esta é a cotação mais baixa observada desde 27 de março de 2024, representando um momento significativo para a economia brasileira.
Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a tocar a mínima de R$ 4,98 por volta das 14h20, demonstrando a força do movimento de baixa. No acumulado do mês, a divisa já apresenta uma queda expressiva de 3,51%, enquanto no ano de 2026 o recuo chega a impressionantes 8,96%.
Ibovespa rompe barreira histórica dos 198 mil pontos
Enquanto o dólar recuava, a bolsa brasileira celebrava: o principal índice de ações do país, o Ibovespa, avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, estabelecendo um novo recorde histórico. Durante a sessão, o indicador chegou a superar momentaneamente os 198.100 pontos, demonstrando o otimismo que tomou conta do mercado.
No acumulado do mês, o Ibovespa já registra uma alta de 5,62%, enquanto no ano os ganhos chegam a expressivos 22,89%. O desempenho foi sustentado principalmente por ações de grandes empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada contínua de recursos estrangeiros no mercado brasileiro.
Declarações de Trump sobre Irã acalmam mercados globais
O cenário geopolético tenso no Oriente Médio, marcado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, inicialmente pressionou os mercados. No entanto, as declarações do ex-presidente norte-americano Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã ajudaram a reverter o clima de apreensão.
Após subir no início do dia refletindo as tensões regionais, o dólar perdeu força ao longo da tarde conforme Trump afirmou que o Irã estaria interessado em negociar. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de divisas fortes, também recuou, reforçando o movimento observado no Brasil.
Mercados internacionais acompanham tendência positiva
O movimento otimista não se limitou ao Brasil: as principais bolsas de valores de Nova York também registraram ganhos significativos após as sinalizações de distensão geopolítica. O índice Dow Jones, das empresas industriais, subiu 0,63%, enquanto o S&P 500, das 500 maiores companhias, ganhou 1,02% e anulou completamente as perdas acumuladas desde o início da guerra no Oriente Médio.
O Nasdaq, composto principalmente por empresas de tecnologia, apresentou o melhor desempenho entre os principais índices norte-americanos, com um avanço de 1,23%. A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir significativamente a aversão ao risco nos mercados globais.
Petróleo mantém volatilidade elevada
Os preços do petróleo apresentaram comportamento volátil durante a sessão, impulsionados inicialmente pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 4,36%, cotado a US$ 99,36, enquanto o WTI, do Texas, subiu 2,6%, alcançando US$ 99,08.
Durante a maior parte do dia, ambas as cotações permaneceram acima da barreira psicológica de US$ 100, mas desaceleraram consideravelmente após as declarações de Trump. A volatilidade continua elevada, com investidores atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, região estratégica para o fluxo global de petróleo que responde por aproximadamente um quinto do comércio mundial do combustível.
Euro também atinge menor valor em quase dois anos
O euro comercial fechou esta segunda-feira sendo vendido a R$ 5,876, registrando uma baixa de apenas 0,02%. A cotação da moeda europeia está no menor valor desde o final de junho de 2024, acompanhando o movimento geral de fortalimento do real frente às principais divisas internacionais.
O desempenho do mercado financeiro brasileiro nesta segunda-feira reflete não apenas as condições internacionais favoráveis, mas também a confiança dos investidores na economia nacional, que vem apresentando indicadores positivos e atraindo fluxos de capital estrangeiro de forma consistente nos últimos meses.



