O Acre registrou o menor percentual de inadimplentes da região Norte em abril de 2024, com 47,84% da população adulta negativada, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa. O índice fica abaixo da média nacional, que atingiu 50,81% no mesmo período. Em todo o Brasil, mais de 83 milhões de pessoas estão inadimplentes, um aumento de 8,75% em relação ao ano anterior.
Perfil da inadimplência no Acre
As dívidas no estado concentram-se principalmente no sistema financeiro: bancos e cartões de crédito representam 27,4% do total, seguidos por contas básicas (luz, água e gás) com 20,9%, financeiras (19,8%) e serviços (11,6%).
Comparativo regional
Na região Norte, os estados com maior inadimplência são Amapá (65,62%), Amazonas (60,5%) e Tocantins (56,27%). Já os menores índices, além do Acre, são Roraima (51,52%) e Pará (49,22%).
Ranking nacional
No país, o Amapá lidera o ranking de inadimplentes, seguido pelo Distrito Federal (62,96%) e Amazonas (60,50%). Mulheres representam 50,6% dos inadimplentes, enquanto homens somam 49,4%. A faixa etária de 41 a 60 anos concentra 35,6% dos devedores, seguida por 26 a 40 anos (33,4%).
Acordos e renegociações
Em abril, o Serasa Limpa Nome fechou 16.748 acordos no Acre, com mais de 2,3 milhões de ofertas disponíveis. Na região Norte, o Pará liderou com 140.563 negociações, seguido por Amazonas (85.510), Rondônia (32.969), Tocantins (25.823), Amapá (17.855) e Roraima (12.604). As mulheres foram maioria nos acordos, representando 55,8%.
Feirão Limpa Nome
Desde fevereiro, mais de 286,3 mil acreanos podem negociar dívidas no Feirão Limpa Nome, com descontos de até 99%. O pagamento pode ser feito via PIX, com baixa imediata da negativação. A ação reúne mais de duas mil empresas e oferece 620 milhões de propostas em todo o país. No Acre, 461 mil consumidores têm acesso a oportunidades de negociação, que podem ser feitas presencialmente ou pelos canais oficiais da Serasa: site, app (Google Play e App Store) e WhatsApp (11) 99575-2096.
Dívidas protestadas em cartório, débitos ativos com o governo, cheques sem fundo e casos de falência não podem ser renegociados pelo Feirão; nesses casos, o consumidor deve procurar o cartório, a empresa credora ou a Receita Federal.



