Boletos de janeiro: IPTU, IPVA e gastos que pesam no orçamento
IPTU e IPVA: contas que chegam em janeiro

O orçamento das famílias brasileiras já inicia o ano sob a pressão de uma série de cobranças típicas do primeiro mês. Para o contribuinte, janeiro marca a chegada de impostos anuais, reajustes e despesas que exigem planejamento financeiro imediato.

Os grandes vilões: IPTU e IPVA

O peso maior no início do ano vem dos impostos anuais, como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), com vencimentos concentrados nos primeiros meses.

O IPTU é um tributo municipal calculado a partir do valor venal do imóvel. Esse valor é uma estimativa oficial que leva em conta a localização, o tamanho, o padrão da construção e a infraestrutura do entorno. Sobre essa base de cálculo, a prefeitura aplica uma alíquota, que pode variar conforme o tipo de propriedade. Quanto mais valorizada for a região do endereço, maior tende a ser o valor do imposto. É importante notar que o valor venal não reflete, necessariamente, o preço de mercado praticado no setor imobiliário.

Já o IPVA é um imposto estadual. Seu cálculo é feito sobre o valor do veículo, geralmente utilizando como referência tabelas de preços médios, como a da Fipe. A conta é direta: multiplica-se o valor do carro pela alíquota definida pelo estado, que varia conforme o tipo de veículo. Carros mais novos pagam valores mais altos. Com o passar dos anos, o imposto diminui, e em algumas unidades da federação, veículos considerados antigos podem até ficar isentos.

Vale lembrar que o licenciamento anual, que também vence no começo do ano, não é um imposto, mas uma taxa fixa obrigatória para autorizar a circulação do veículo nas vias públicas.

Outras despesas que apertam o bolso em janeiro

Além dos tributos, janeiro concentra uma série de outros gastos significativos. A volta às aulas representa um dos maiores impactos, com custos de matrícula ou rematrícula, compra de material escolar e, frequentemente, reajustes nas mensalidades das instituições de ensino.

Somam-se a isso os reajustes anuais contratuais, que costumam ser aplicados em janeiro. É o caso dos planos de saúde, dos seguros (como de carro e residencial) e das taxas de condomínio. Muitos municípios também incluem no boleto do IPTU ou em cobranças separadas taxas de serviços como coleta de lixo e iluminação pública.

Como se preparar para os gastos do início do ano

O conjunto dessas obrigações financeiras exige um planejamento cuidadoso. Especialistas recomendam que as famílias antecipem o orçamento, separando recursos ainda no final do ano anterior para não serem pegas de surpresa. Verificar as opções de parcelamento oferecidas pelas prefeituras (para o IPTU) e pelos governos estaduais (para o IPVA) pode ser uma estratégia para diluir o impacto no caixa familiar.

O início do ano, portanto, é um período de atenção redobrada às finanças pessoais. Conhecer as despesas que estão por vir e se organizar para elas é o primeiro passo para começar o calendário com o orçamento em equilíbrio.