Tarifaçó: Saadi busca no BNDES socorro financeiro para empresas de Campinas no limite
Saadi no BNDES por financiamento contra tarifaçó em Campinas

Numa jogada que mistura urgência com esperança, Dario Saadi, o prefeito de Campinas, desembarcou no Rio de Janeiro com uma missão nada simples: convencer o BNDES a estender a mão para empresas da região que estão literalmente à beira do precipício por causa do tarifaço de energia.

A reunião, marcada para esta quarta-feira (28), não é para qualquer negócio. É praticamente um SOS. O que está em jogo? O futuro de comerciantes, donos de indústrias e prestadores de serviço que viram suas contas de luz dispararem de uma forma que ninguém — repito, ninguém — conseguiu prever.

O cenário é desolador. Imagine você, dono de um pequeno negócio, vendo o custo da energia elétrica consumir uma fatia absurda do seu faturamento. Muitos já não sabem mais para onde correr. Falam em demitir, reduzir turnos, e alguns, nos bastidores, até em fechar as portas. É duro.

O que Saadi leva na mesa de negociações?

Não se trata de pedir esmola, mas de buscar um mecanismo viável — e rápido. A ideia é criar linhas de crédito específicas, com prazos alongados e juros que não afoguem quem já está nadando contra a correnteza. Algo que permita às empresas respirar, se reorganizar e, quem sabe, sobreviver a este tsunami de custos.

O BNDES, é claro, não é uma instituição de caridade. Mas é um banco de desenvolvimento. E desenvolvimento, agora, significa evitar que uma crise energética se transforme em uma crise social de grandes proporções em Campinas e região.

Saadi não vai sozinho nessa. Leva na bagagem relatórios, números e depoimentos de quem está no olho do furacão. Histórias reais de gente que trabalha há décadas e vê seu susto ameaçado por uma conta de luz que mais parece uma peça de ficção científica.

E agora?

O clima é de expectativa, mas também de realismo. Ninguém espera uma solução mágica, mas um sinal — um primeiro passo. Um acordo que possa ser anunciado ainda esta semana, quem sabe, para alívio de muitos.

Enquanto isso, nas ruas de Campinas, o assunto é um só: o preço da energia. Nos bares, nas oficinas, nas pequenas fábricas, todos perguntam se vai melhorar, se o governo finalmente vai agir. A esperança é frágil, mas ainda existe.

Resta torcer para que a viagem ao Rio renda frutos. Porque, no fim do dia, não se trata apenas de números ou planilhas. Trata-se de empregos, sonhos e famílias inteiras que dependem disso.