Orçamento 2026: Governo propõe R$ 145 bi com leilões de petróleo e dividendos extras
Orçamento 2026: R$ 145 bi em receitas extras do petróleo

Eis que o governo federal resolveu dar uma de cartomante — mas com números concretos — ao apresentar sua proposta orçamentária para 2026. A peça, enviada ao Congresso Nacional esta quinta-feira, traz uma surpresa e tanto: nada menos que R$ 145 bilhões em receitas classificadas como "condicionadas e extraordinárias". Traduzindo? É grana que depende de uma série de fatores para materializar-se, mas que, se vier, muda completamente o jogo fiscal do país.

Desse total astronômico — porque sim, R$ 145 bi não é brincadeira —, a maior fatia vem dos leilões de áreas de petróleo e gás. O Ministério de Minas e Energia espera arrecadar incríveis R$ 112,5 bilhões só com a venda de direitos de exploração de campos do pré-sal. Alguém aí duvida do potencial black gold tupiniquim?

De onde vem o restante?

Os outros R$ 32,5 bilhões? Ah, esses são os famosos dividendos de estatais. A proposta conta com uma injeção extra de recursos de empresas como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Sabe aquela sensação de receber um dinheiro inesperado? É basicamente isso, só que em escala federal.

Mas calma lá! Esses valores não estão garantidos — longe disso. Eles dependem de uma conjunção astral de fatores: aprovação do Congresso, realização dos leilões, desempenho do mercado de petróleo e, claro, lucratividade das estatais. É como contar com o time ganhando o campeonato antes mesmo da bola rolar.

O que isso significa na prática?

Se concretizadas, essas receitas permitiriam ao governo aumentar gastos sem estourar o teto de gastos. Um alívio e tanto para áreas como saúde, educação e infraestrutura, que vivem apertadas. Mas é um "se" gigantesco — talvez o maior do Orçamento.

Especialistas já levantam as sobrancelhas. "É uma aposta arriscada", dizem alguns. Outros lembram que em anos anteriores previsões semelhantes não se materializaram completamente. A verdade é que o governo está jogando suas cartas na mesa, esperando que o mercado de energia e o desempenho das estatais cooperem.

Resta agora ao Congresso analisar a proposta. Os parlamentares certamente farão seu próprio cálculo — político e econômico. Até lá, o Orçamento de 2026 já começa com um sabor de expectativa e, por que não, de esperança de que a conta feche melhor do que o previsto.