
Parece que a roda da fortuna girou com uma força especial em 2025, e nem todo mundo conseguiu se agarrar. O tradicional ranking das maiores fortunas do Brasil, aquele que a gente sempre olha com uma mistura de curiosidade e incredulidade, revelou mudanças que falam muito sobre os rumos do país.
Não foi um ano qualquer. Enquanto a inflação teimava em não dar trégua e os juros altos complicavam a vida de todo mundo, de João que paga aluguel a Jorge que comanda impérios, o dinheiro dos super-ricos também dançou – e como dançou. Alguns saíram da pista machucados, outros, bem... outros contrataram uma orquestra só para eles.
Os Grandes Vencedores: Quem Sorriu até o Ouvido
Vamos começar pelo lado bom da história, porque é sempre mais divertido. O topo do pódio, aquele lugar que todo mundo quer mas quase ninguém alcança, continuou com seus habitués. No entanto, o que chama a atenção é a resiliência absurda de setores específicos.
O agronegócio, aquela galera que literalmente colhe dinheiro da terra, continuou sua saga de crescimento quase ininterrupto. Com a commodity lá em cima e o dólar dando uma ajudinha, os barões do setor viram seus números verdejarem de uma forma que daria inveja a qualquer pasto. Não é surpresa, mas sempre impressiona.
E olha, não foi só no campo. A turma da tecnologia, aqueles que vivem no feed do futuro, também deu um show à parte. Com a aceleração digital se tornando irreversível, empresas que apostaram em inovação e nuvem (muita nuvem!) colheram resultados que parecem saídos de um filme de ficção científica. Quem diria, hein?
Os Que Levaram o Tombinho: A Queda que Dói no Bolso
Agora, a parte que alguns preferiam esquecer. 2025 não foi gentil com todo mundo. Longe disso. O setor de varejo, por exemplo, sentou no balcão e chorou. Com o consumidor endividado até o talo e a confiança lá embaixo, as redes que dependem do consumo das massas viram suas avaliações despencarem mais rápido que ação de empresa de streaming com séries ruins.
E não para por aí. O mercado imobiliário, que sempre pareceu uma rocha inabalável, mostrou suas fissuras. Com os financiamentos caríssimos e aquele desemprego que teima em não cair direito, construtoras e incorporadoras tiveram que segurar a respiração – e o caixa. Alguns magnatas que betaram todas as fichas no concreto acabaram vendo uma parte considerável de seu patrimônio simplesmente evaporar. Duro.
E no Meio de Tudo Isso, o Que Sobrou?
O retrato que fica é o de um país ainda profundamente desigual, é claro, mas também de um ambiente econômico em transformação acelerada. As fontes tradicionais de riqueza ainda mandam, isso é inegável, mas novos ventos começam a soprar, criando oportunidades (e armadilhas) inéditas.
É aquela velha história: o mesmo cenário que derrubou uns, foi a catapulta que lançou outros ao estrelato. Tudo depende de onde você estava parado quando a música parou. E em 2025, a música parou e recomeçou várias vezes, num ritmo de samba-enredo com refrão imprevisível.
Resta saber se 2026 trará mais do mesmo ou se a roda vai girar de novo, colocando novos nomes no topo e rebaixando antigos campeões. Uma coisa é certa: no jogo dos bilionários, a única regra constante é a mudança.