Pacujá lidera ranking de qualidade de vida no Ceará, aponta IPS 2026
Pacujá lidera ranking de qualidade de vida no Ceará

O município de Pacujá, localizado na região da Serra da Ibiapaba, conquistou o primeiro lugar em qualidade de vida entre os 184 municípios do Ceará, de acordo com o ranking do Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto de Progresso Social Brasil. A pesquisa considera critérios como acesso à internet, educação, violência urbana, áreas verdes, entre outros. As notas variam de 0 a 100, sendo que quanto maior a pontuação, melhores são as condições de vida na cidade.

Pacujá, com pouco mais de 6 mil habitantes, obteve 67,23 pontos, um dos melhores resultados do país, ocupando a 294ª posição no ranking nacional. Em segundo lugar no Ceará aparece a capital Fortaleza, com mais de 2,5 milhões de habitantes e pontuação de 65,15. Já o terceiro lugar ficou com Granjeiro, município com menos de 5 mil habitantes, localizado na região do Cariri, sul do estado, que alcançou 65,13 pontos.

Indicadores do IPS

O levantamento do IPS avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, divididos em três grupos:

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  • Necessidades Humanas Básicas: acesso a comida, saúde, moradia e segurança, considerando índices de homicídio, cobertura vacinal, esgotamento sanitário e subnutrição.
  • Fundamentos do Bem-Estar: qualidade da educação fundamental, vida saudável, expectativa de vida, cobertura de internet e contato com a natureza (áreas verdes).
  • Oportunidades: respeito a direitos individuais, acesso à cultura, esporte, lazer e ensino superior.

“O IPS mede resultados, não volume de investimentos ou riquezas. Nos interessa saber se os serviços públicos estão sendo entregues aos cidadãos”, explica Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.

Os 10 melhores do Ceará

  1. Pacujá – 67,23 (294º nacional)
  2. Fortaleza – 65,15 (817º)
  3. Granjeiro – 65,13 (827º)
  4. Eusébio – 64,67 (980º)
  5. Sobral – 64,53 (1026º)
  6. Brejo Santo – 64,23 (1135º)
  7. Nova Russas – 64,16 (1161º)
  8. Camocim – 64,02 (1223º)
  9. Crato – 63,99 (1236º)
  10. Jati – 63,28 (1523º)

Piores índices

Na outra ponta do ranking, Ibaretama, no Sertão Central, apresenta a menor pontuação: 50,82. Em penúltimo lugar aparece Choró, na mesma região, com 51,93, seguido por Aratuba, no Maciço do Baturité, com 52,09. Esses três municípios estão entre os piores do país, indicando dificuldades no acesso a serviços essenciais e oportunidades.

Os 10 piores do Ceará

  1. Milhã – 54,98 (4965º)
  2. Miraíma – 54,78 (5007º)
  3. Jaguaretama – 54,74 (5015º)
  4. São João do Jaguaribe – 54,35 (5086º)
  5. Alto Santo – 54,30 (5099º)
  6. Trairi – 52,69 (5324º)
  7. Itarema – 52,54 (5337º)
  8. Aratuba – 52,09 (5385º)
  9. Choró – 51,93 (5399º)
  10. Ibaretama – 50,82 (5469º)

Ceará no contexto nordestino

No comparativo entre estados, o Ceará ocupa a 15ª posição nacional no IPS, com média de 61,22 pontos, considerada intermediária. É a quarta melhor nota entre os estados do Nordeste, atrás de Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte. Segundo o instituto, os números indicam avanços importantes em educação e bem-estar, mas também revelam desigualdades entre os municípios cearenses, especialmente no acesso a oportunidades e serviços essenciais.

Fortaleza, com 65,15 pontos, é a 18ª capital do país entre as 27 capitais. No Nordeste, ocupa a 6ª posição, atrás de João Pessoa (PB), Natal (RN), Aracaju (SE), Teresina (PI) e São Luís (MA).

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