Alpinista Mozart Catão é homenageado com Mosquetão de Ouro
O montanhista Mozart Catão, natural de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, foi agraciado com o Mosquetão de Ouro, a mais alta distinção da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME). A premiação ocorreu em 11 de abril de 2025, em uma cerimônia que antecedeu os 31 anos da primeira conquista brasileira do Monte Everest, celebrada em 14 de maio de 1995. Catão, que faleceu em 3 de fevereiro de 1998 aos 35 anos, vítima de uma avalanche no Aconcágua, Argentina, foi escolhido por votação popular na categoria póstuma, reacendendo o reconhecimento nacional 28 anos após sua morte.
Trajetória de conquistas
Mozart Catão iniciou sua carreira ainda na adolescência, explorando o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde desenvolveu a paixão pelo montanhismo. Formado em Educação Física, destacou-se pelo planejamento meticuloso de expedições e pela dedicação ao esporte. Ao lado de Waldemar Niclevicz, alcançou o cume do Everest (8.848 metros) em 14 de maio de 1995, feito histórico para o Brasil. Além do Everest, Catão conquistou outros picos icônicos como Aconcágua, Kilimanjaro, Denali, Elbrus e Monte Vinson, e obteve três registros no Guinness Book. Sua contribuição ao montanhismo brasileiro o tornou uma referência nacional.
Legado preservado pela família
A homenagem foi recebida com emoção pela família. Carolina Catão, sobrinha do alpinista, destacou a importância de manter viva a memória do tio. “Ver que, após quase 30 anos, ele ainda é lembrado por seus feitos é muito gratificante. A família se empenha em preservar essa história e apresentá-la às novas gerações”, afirmou. Ela mencionou que o acervo de objetos, fotos e diários deixados por Mozart é utilizado em ações de memória e palestras. Além do Mosquetão de Ouro, outras homenagens incluem um livro infantil, uma trilha no Parque Nacional da Serra dos Órgãos que leva seu nome e memoriais em Teresópolis, reforçando seu legado no esporte.
A trajetória de Mozart Catão, marcada por pioneirismo e conquistas históricas, continua inspirando novas gerações de montanhistas no Brasil.



