Professores municipais de SP mantêm greve e rejeitam proposta de reajuste
Os professores da rede municipal de São Paulo, em greve desde terça-feira (5), realizaram um protesto em frente à Câmara Municipal na tarde desta quarta (6). A categoria reivindica reajuste salarial digno, melhores condições de trabalho e a realização de concurso público.
Proposta da Prefeitura
A Prefeitura de São Paulo ofereceu um aumento de 3,51% para todos os servidores, baseado no IPC-FIPE acumulado entre abril de 2025 e março de 2026. O impacto anual na folha de pagamento seria superior a R$ 1 bilhão.
No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) rejeitou a oferta. Segundo o sindicato, a inflação é de 3,94%, e os servidores pedem 9,3%, equivalente ao crescimento da receita prevista no orçamento municipal.
Greve continua
A greve deve se estender até a próxima terça-feira (12), quando ocorrerá uma nova audiência pública para discutir o reajuste. A categoria também critica o aumento do percentual de servidores temporários na Educação, que passou de 5% para 20% e, em projeto de lei, para 30%, o que reduz a realização de concursos públicos.
A Prefeitura informou que ausências não justificadas serão descontadas e que, até o momento, 5% das unidades educacionais não têm atendimento.
Nota da Prefeitura
Em nota, a gestão municipal destacou que, com a aprovação da proposta, os servidores receberiam reajustes de 2,55% em 2025 e 2% em 2026, totalizando 5,4% para parte dos profissionais da Educação. Um professor em início de carreira com 40 horas semanais passaria a receber R$ 5.831,88, valor 13,7% acima do piso nacional de 2026.
A Prefeitura também afirmou que, desde 2021, investiu mais de R$ 7 bilhões na valorização dos servidores, com aumentos de 50% no auxílio-refeição e 96% no vale-alimentação. Por fim, lembrou que, por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, as unidades educacionais devem funcionar com no mínimo 70% dos professores e profissionais de apoio.



