Projeto amplia sustentabilidade financeira de mídias negras, indígenas e quilombolas
Projeto amplia sustentabilidade financeira de mídias diversas

O Olabi, organização que promove tecnologia diversa e ética, anunciou o lançamento do programa Semeando Futuros, uma formação online e gratuita voltada para gestores de veículos de mídia liderados por pessoas negras, indígenas e quilombolas. A iniciativa, que começa em 10 de junho, é direcionada a organizações com faturamento mensal de até 100 mil reais.

Parceria e objetivos

Realizado em parceria com a Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e com apoio do governo do Reino Unido, o curso terá 21 horas distribuídas em sete encontros semanais ao vivo. O conteúdo abordará sustentabilidade financeira, diversificação de receitas, governança, publicidade oficial, financiamento institucional, gestão financeira básica e construção de planos de ação.

A proposta é oferecer ferramentas para que essas organizações possam identificar novas fontes de receita, reduzir vulnerabilidades financeiras e estruturar caminhos de sustentabilidade compatíveis com sua missão editorial. Ao final do curso, cada participante terá elaborado um plano de ação personalizado para sua sustentabilidade financeira.

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Declarações e impacto

Silvana Bahia, codiretora executiva do Olabi, destacou a importância da iniciativa: “Fortalecer a sustentabilidade financeira dessas mídias é fortalecer a democracia. São veículos que produzem narrativas a partir de territórios, experiências e comunidades que muitas vezes não aparecem na cobertura tradicional. Para que sigam existindo, é preciso tratar sua continuidade como parte da infraestrutura democrática do país”.

Além da formação, o projeto prevê a publicação de uma cartilha digital gratuita, reunindo os conteúdos e ferramentas trabalhados ao longo dos encontros, ampliando o alcance da metodologia. Gabriel Izaguirre, diretor do UK-Brazil Tech Hub, afirmou que apoiar a sustentabilidade de mídias negras, indígenas e quilombolas é investir em uma democracia mais representativa, diversa e resiliente.

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