O governo do Peru deu um importante passo para fortalecer o comércio agropecuário com o Brasil ao autorizar a exportação de material genético animal proveniente de 36 novas unidades produtoras brasileiras. A medida, anunciada recentemente, representa um significativo avanço para o setor e deve aquecer ainda mais as relações comerciais entre os dois países.
Detalhes das autorizações e renovação de licenças
Das 36 unidades brasileiras recém-habilitadas, a grande maioria, 31 estabelecimentos, é especializada na produção de material genético de aves. As outras cinco unidades são focadas em genética bovina. Paralelamente a essas novas autorizações, o Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) prorrogou a validade das licenças já existentes. Todas foram renovadas e terão vigência garantida até o mês de dezembro de 2028.
Impacto no setor e no comércio bilateral
Esta decisão das autoridades sanitárias peruanas tem um impacto direto e expressivo na capacidade exportadora do agronegócio brasileiro. Com a entrada dessas novas unidades, o setor avícola nacional praticamente dobrou o número total de estabelecimentos aptos a enviar seus produtos para o mercado peruano. Essa expansão ocorre em um momento de forte intercâmbio comercial.
Em 2025, as importações peruanas de produtos agropecuários brasileiros alcançaram a marca expressiva de US$ 729 milhões. A pauta de exportação é diversificada e inclui itens como:
- Produtos florestais
- Carnes de diferentes origens
- Cereais
A autorização para a exportação de material genético animal, que inclui sêmen, embriões e ovos férteis, é considerada de alto valor agregado e estratégica para o desenvolvimento da pecuária no país importador.
Perspectivas para o futuro
A renovação das licenças até o final de 2028 traz previsibilidade e segurança jurídica para os exportadores brasileiros, permitindo um planejamento de longo prazo. A medida reflete a confiança do Peru nos protocolos sanitários e na qualidade do material genético produzido no Brasil. Espera-se que essa abertura consolide ainda mais a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de tecnologia em genética animal, fortalecendo a balança comercial e a parceria estratégica entre os dois países da América do Sul.