
Imaginem só: uma mandioca que mais parece saída de um conto folclórico, pesando nada menos que 14 quilos. E uma raiz que, se colocada de pé, quase alcançaria o teto de uma sala comum. Pois é, essas belezas não são ficção – são fruto do trabalho duro de agricultores que botam a mão na massa (ou melhor, na terra) todos os dias.
O Festival da Farinha, realizado na quinta-feira (28) no Parque de Exposições de Cruzeiro do Sul, não foi só mais um evento. Foi uma verdadeira celebração da resistência e da capacidade produtiva do homem acreano. E olha, a coisa foi séria: a tal mandioca gigante, apresentada pelo agricultor Francisco Silva, simplesmente arrasou na categoria 'Maior Mandioca'. Quatorze quilos! Dá pra fazer farinha pra uma semana inteira, fácil.
Mas a surpresa não parou por aí. José Oliveira, outro mestre da lavoura, apareceu com uma raiz que media incríveis 2,97 metros. Quase três metros! Isso não é só um número – é a prova concreta de que, com conhecimento tradicional e um pouquinho de sorte do clima, a agricultura familiar é capaz de coisas impressionantes.
O evento, organizado pela prefeitura local através da Secretaria de Agricultura, vai muito além de um simples concurso. É um reconhecimento. Uma valorização daqueles que, muitas vezes longe dos holofotes, mantêm viva uma tradição que alimenta gerações. A mandioca, afinal, é a base de tudo por aqui – farinha, tapioca, beiju... é a nossa identidade posta na mesa.
E não pense que foi só isso. O festival também premiou a melhor farinha produzida artesanalmente na região. Porque não basta ser grande, tem que ter qualidade. E nossa gente entende disso como ninguém.
Eventos como esse são um soco no estômago de quem ainda acha que o agro é só máquina grande e latifúndio. A agricultura familiar, feita com suor e amor à terra, é potente. É criativa. E, como vimos, é capaz de produzir verdadeiros monumentos da natureza.
Cruzeiro do Sul, mais uma vez, mostrou porque é considerada um celeiro cultural e agrícola do Acre. E os agricultores provaram, com fatos (e números!) concretos, que a tradição e a inovação podem, sim, andar de mãos dadas. Para o ano que vem, já estamos na expectativa – quem sabe não aparece uma raiz de três metros e meio?