Prefeitura de Campinas adia conclusão do Palácio da Justiça para outubro de 2026
Palácio da Justiça em Campinas tem entrega adiada para 2026

Prefeitura de Campinas adia entrega do Palácio da Justiça para outubro de 2026

A Prefeitura de Campinas, no interior de São Paulo, anunciou um novo adiamento na reforma do Palácio da Justiça, com a previsão atualizada para outubro de 2026. Originalmente, a transferência completa dos serviços públicos e secretarias municipais estava programada para o início do mesmo ano, mas os trabalhos enfrentam atrasos significativos.

Andamento das obras e serviços provisórios

Atualmente, os esforços estão concentrados no térreo do edifício, onde estão em curso a reforma dos banheiros acessíveis e a revisão do sistema elétrico, especialmente do ar-condicionado. A administração municipal estima que essa etapa seja concluída em até 60 dias, permitindo que parte dos serviços comece a funcionar no local.

Enquanto isso, o espaço já recebe atividades pontuais, como feirões de emprego, campanhas de vacinação e ações de seleção realizadas pelo CPAT em parceria com empresas. Após a finalização do térreo, a prefeitura planeja iniciar o atendimento de serviços como Emdec, Sanasa, Porta Aberta e Junta Militar.

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Impacto no comércio e expectativas da população

Para os profissionais que trabalham nas proximidades do Palácio da Justiça, a reforma representa uma demanda antiga e cada vez mais urgente. José Eduardo Moreira, vendedor local, destacou que a transferência dos serviços seria funcional e prática, além de impulsionar o comércio e a revitalização do Centro, que precisa de mais circulação de pessoas.

A atendente Roseli de Souza expressou preocupação com a demora, afirmando que as vendas estão baixas e a incerteza afeta o planejamento dos comerciantes. Ela espera que a inauguração em outubro de 2026 traga um fluxo maior de pessoas, essencial para a recuperação econômica da área.

Palácio da Cidade e centralização de serviços

O edifício, que passará a se chamar Palácio da Cidade, abrigará em seis pavimentos serviços de diversas áreas da administração municipal. Segundo o prefeito Dário Saadi, a mudança faz parte de uma estratégia para revitalizar o Centro. A previsão é atender cerca de 30 mil pessoas por mês, com uma equipe de 370 funcionários.

A centralização deve permitir a desocupação de imóveis alugados, gerando uma economia estimada em R$ 2 milhões por ano. A prefeitura não divulgou o custo total da obra, pois cada setor será responsável por financiar as adaptações necessárias.

Distribuição dos serviços e histórico do imóvel

Os serviços a serem transferidos incluem:

  • Primeiro andar: Vigilância Sanitária, Cadastro Único, Desenvolvimento Econômico, 156, Juventude Conectada, Sanasa, Emdec, CPFL, Junta Militar, CPAT, Casa do Empreendedor, Procon, Concilia Campinas e Juizado da PUC, além de salas de capacitação e um auditório para 230 pessoas.
  • Segundo andar: Fumec, com cursos oferecidos pelo Ceprocamp.
  • Terceiro andar: DEPS, com escola de saúde pública e Serviço de Saúde Digital.
  • Quarto andar: Escola de Governo e Promoção à Saúde do Servidor.
  • Quinto andar: Setec, para atendimento a permissionários.

O imóvel, de propriedade do estado de São Paulo, estava cedido ao Tribunal de Justiça e funcionava com varas do júri, juizados especiais e cartórios eleitorais. Em fevereiro, o governador Tarcísio de Freitas assinou decreto liberando a cessão para o município por 40 anos, revertendo uma decisão anterior que destinaria o espaço à Câmara de Vereadores.

O edifício, em estilo art déco e com área construída de 8 mil metros quadrados, está localizado em frente à Praça Guilherme de Almeida e tem relação direta com o plano de melhoramento urbano projetado por Prestes Maia.

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