Mais de 10 dias sem água: moradores de Bom Jesus do Itabapoana relatam crise
Crise hídrica em Bom Jesus do Itabapoana completa 10 dias

Uma situação crítica de desabastecimento atinge moradores de dois distritos de Bom Jesus do Itabapoana, no estado do Rio de Janeiro. Há mais de dez dias, as famílias das localidades de Usina Santa Isabel e Usina Santa Maria estão sem receber água nas torneiras, em um problema que se arrasta desde o período natalino.

Início do problema e falta de solução

De acordo com relatos dos próprios residentes, a interrupção no fornecimento começou ainda na semana do Natal. Até a tarde do último sábado, dia 3 de janeiro, a situação permanecia sem nenhuma solução apresentada pelas autoridades responsáveis. A população aguarda, sem sucesso, por uma normalização do serviço.

Um agravante destacado pelos moradores é a ausência de caminhões-pipa para amenizar a escassez. A falta desse serviço de emergência deixa as famílias completamente desassistidas, obrigadas a buscar alternativas por conta própria para atividades essenciais.

Impactos no dia a dia e na saúde

Nas redes sociais, os cidadãos afetados compartilham a rotina de dificuldades imposta pela seca. A falta de água compromete atividades básicas como beber, cozinhar, lavar roupas, fazer a limpeza da casa e manter a higiene pessoal.

A crise prolongada tem causado transtornos ainda maiores para grupos vulneráveis. Idosos, crianças e pessoas com problemas de saúde são os mais prejudicados, pois dependem de um abastecimento regular para manter cuidados mínimos de saúde e bem-estar.

Silêncio oficial e busca por respostas

Até o momento, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Bom Jesus do Itabapoana não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o caso. Não há informações públicas sobre as causas da interrupção nem uma previsão para o retorno do fornecimento normal nos distritos afetados.

A reportagem tentou contato com a autarquia municipal para obter esclarecimentos sobre as razões do desabastecimento e questionar quais medidas estão sendo tomadas para resolver o problema e minimizar os impactos na população. No entanto, não houve retorno por parte do Saae até a finalização desta matéria.

A população permanece em uma situação de incerteza e desconforto, aguardando uma posição e uma ação efetiva do poder público para resolver uma das necessidades mais básicas: o acesso à água potável.