Vaticano divulga relatório histórico sobre LGBTQIA+
O Vaticano publicou um documento inédito que reconhece o sofrimento enfrentado por pessoas LGBTQIA+ dentro da Igreja Católica e critica diretamente as controversas terapias de conversão, conhecidas como “cura gay”. O texto, divulgado nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, reúne depoimentos de fiéis gays e admite que discursos religiosos contribuíram para sentimentos de “solidão, angústia e estigma”.
Depoimentos emocionantes de fiéis gays
Entre os relatos, estão os de dois homens gays católicos que descrevem a homossexualidade como uma “dádiva de Deus”. Em um dos depoimentos, um homem afirma ter sido aconselhado por um diretor espiritual a se casar com uma mulher para encontrar a “paz”. “Senti-me ofendido: era uma sugestão para prejudicar uma mulher, roubando-lhe a chance de ser completamente amada e desejada, tudo para cumprir uma expectativa social”, diz um trecho do relato.
Críticas à ‘cura gay’ e seus efeitos devastadores
O documento também aponta os efeitos “devastadores” da chamada “cura gay”, prática já condenada por entidades médicas e organizações de direitos humanos. O relatório foi elaborado por um grupo ligado ao Sínodo dos Bispos e marca uma mudança de tom da Igreja ao tratar do tema da inclusão.
Posição do papa Leão XIV
O papa Leão XIV já indicou que deve seguir algumas políticas do papa Francisco (1936-2025), como o acolhimento de católicos gays e o aumento de mulheres em cargos de liderança. Apesar da abertura, o Vaticano não altera oficialmente a doutrina da Igreja sobre casamento religioso. Ainda assim, o gesto é visto como um dos movimentos mais significativos dos últimos anos no debate entre catolicismo e comunidade LGBTQIA+.



