Papa demite bispo de San Diego preso por suspeita de desviar R$ 1,3 milhão da igreja
Papa demite bispo preso por desviar R$ 1,3 mi da igreja

Papa aceita renúncia de bispo preso por suspeita de desvio milionário nos EUA

O Vaticano anunciou nesta terça-feira (10) que o papa Leão XIV aceitou a renúncia do bispo católico Emanuel Hana Shaleta, líder da comunidade católica caldeia em San Diego, Califórnia. A decisão ocorre após a prisão do religioso pelas autoridades locais, que o acusam de roubar aproximadamente US$ 250 mil — equivalente a cerca de R$ 1,3 milhão — dos fundos de sua congregação.

Bispo nega acusações de peculato e lavagem de dinheiro

Emanuel Hana Shaleta, que liderava a pequena comunidade desde 2017, foi preso em 5 de março no aeroporto internacional de San Diego enquanto tentava deixar os Estados Unidos. De acordo com o escritório do xerife, ele enfrenta 16 acusações de peculato e lavagem de dinheiro, supostamente cometidos em 2024.

Em audiência na segunda-feira (9), o bispo se declarou inocente das acusações. Seu advogado afirmou que Hana Shaleta estava em uma viagem planejada para a Alemanha e não tentando fugir da justiça.

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Denúncia partiu de funcionário da igreja que notou falta de fundos

O caso veio à tona após um funcionário da igreja denunciar a ausência de recursos financeiros, conforme relatado pela KGTV, afiliada local da ABC. O vice-procurador distrital de San Diego, Joel Madero, explicou que os crimes alegados foram descobertos através dessa denúncia, que levou a uma investigação aprofundada.

Os católicos caldeus, que reconhecem a autoridade do papa mas seguem um rito litúrgico cristão oriental, formam uma comunidade significativa em San Diego. Estatísticas do Vaticano indicam a presença de cerca de 71.000 fiéis dessa denominação na cidade californiana.

Contexto internacional e repercussões

A renúncia do bispo ocorre em um momento em que o papa Leão XIV tem se envolvido em apelos por paz, como pedidos para o fim de bombardeios e a defesa do diálogo em regiões como o Irã e o Oriente Médio. Este caso de suposto desvio de fundos destaca desafios internos na administração eclesiástica, levantando questões sobre transparência e gestão financeira dentro da Igreja Católica.

A demissão de Hana Shaleta pelo Vaticano reflete uma resposta rápida às alegações criminais, enfatizando a importância da integridade e da responsabilidade no exercício de funções religiosas. As investigações continuam, e o bispo aguarda julgamento enquanto mantém sua inocência perante as acusações.

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